Coronavírus

Pela vida, é hora de parar tudo e exigir vacina, já!

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Diante do agravamento da crise do coronavírus no país, é hora de pararmos tudo e exigirmos vacina para todos, já! Por meio de um confinamento rigoroso, também chamado de "lockdown", é preciso fechar todos os serviços não-essenciais, incluindo indústrias e escolas, para que possamos frear a contaminação e salvar milhares de vidas.

O Brasil enfrenta hoje o seu pior momento desde o início da pandemia, com o aumento expressivo do número de pessoas infectadas, colapso nos sistemas de saúde em quase todo o país e recordes de mortes provocadas pela covid-19.

Nesta quarta-feira (3), o país contabilizou a terrível marca de 1.840 mortes causadas pela doença em 24 horas, segundo o consórcio de veículos de comunicação.

No país que já soma quase 260 mil mortes em razão do novo coronavírus, médicos e outros profissionais de saúde estão tendo de escolher entre os que podem receber tratamento e os que morrem sem atendimento. Das 27 unidades da federação (os 26 estados mais o Distrito Federal), 19 estão com a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) acima de 80%. Muitas regiões, como a Sul, estão praticamente com todos os leitos ocupados.

Infectologistas advertem que, mesmo sem chegar aos 100%, a ocupação acima de 90% já configura colapso, por limitar a rotatividade de leitos. Pacientes graves de covid ficam, em média, duas semanas numa UTI.

Se isso não bastasse, as novas variantes do vírus, como a cepa amazônica (P1), têm causado aumento nas infecções e mudado o perfil dos doentes. Se antes eram idosos e portadores de doenças crônicas (comorbidades), agora a maioria está na faixa de 30 a 50 anos, sem doenças prévias.

Autoridades criminosas
Enquanto a pandemia tem, neste momento, redução no número de mortes na maior parte das nações, o Brasil vive processo inverso. E a principal razão disso é a condução catastrófica, incompetente e genocida de Jair Bolsonaro. Nesta quarta, o presidente afirmou que a "imprensa criou o pânico" sobre a doença no país, que enfrenta uma alta de 11% das mortes, enquanto no mundo há um recuo de 6%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Mas a atuação irresponsável de governadores e prefeitos também não pode ser desconsiderada. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por exemplo, recuará todo o Estado para a fase vermelha do Plano de SP de combate à pandemia a partir de sábado (6), mas manterá abertas escolas, indústrias e igrejas. Além disso, o plano não prevê limitar a circulação de pessoas, o que, devido à influência dos negacionistas, pode resultar em aglomerações de todo o tipo.

Já o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), também mostra o seu desprezo pela vida ao ameaçar ir à Justiça para descumprir o decreto mais restritivo de Doria. Para Felicio, o Vale do Paraíba teria condições, inclusive, para passar da fase laranja para a amarela. Um absurdo!

Lockdown e vacina, já!
Para salvarmos vidas, é preciso a decretação de um lockdown nacional por ao menos 30 dias, com garantia de renda para que a população possa cumprir o isolamento adequadamente e se proteja do coronavírus.

É preciso paralisar temporariamente a atividade de empresas, com a garantia de pagamento de salário e manutenção de direitos, além de estabilidade no emprego. Para a população sem carteira de trabalho, é preciso garantir a volta do auxílio emergencial até o final da pandemia, num valor que não seja inferior a R$ 600. Tudo o que não for essencial para garantir a sobrevivência da população tem de ser fechado.

Da mesma forma, é urgente defender o SUS (Sistema Único de Saúde), que, apesar de tão sucateado pelos últimos governos, tem sido responsável por milhares de recuperações e pela situação brasileira não ser ainda pior.

Queremos vacina para todos, já, e para que isso aconteça da forma mais célere possível, é necessário quebrar as patentes dos laboratórios, que têm lucrado bilhões à custa de centenas de milhares de vidas mundo afora. 

"É claro que todos estamos cansados deste vírus e da necessidade de tomarmos os cuidados de higiene e de afastamento social. Mas, infelizmente, não temos outra alternativa. Até a vacinação em massa de toda a nossa população, que está muito lenta por culpa de Bolsonaro, o único caminho é o confinamento radical", disse o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

"Chamamos todos os sindicatos, centrais e movimentos sociais para travar uma luta em defesa da vida. É imprescindível uma mobilização ampla e unitária para botar para fora Bolsonaro imediatamente. Não podemos esperar 2022. Essa tarefa é para já", acrescentou Weller.

- Em defesa dos empregos, salário e direitos!
- Pela volta do auxílio emergencial de R$ 600!
- Em defesa do SUS e pela quebra das patentes das vacinas!
- Fora Bolsonaro, Mourão e todos que afrontam a vida do povo brasileiro!


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Telefone: (12) 3946-5333