Inflação

Preço do arroz dispara e mais pobres sofrem com a alta nos alimentos

Arroz é o atual vilão do orçamento chegando a custar R$ 40


Arroz está entre os itens mais caros
Arroz está entre os itens mais caros

Além da pandemia do novo coronavírus, a parcela mais pobre da população ganhou mais um motivo para se preocupar. Itens essenciais na alimentação do brasileiro, como arroz, feijão, leite e óleo de soja, tiveram aumentos violentos no último ano, levando ao encarecimento de mais de 20% no valor da cesta básica.

Atualmente, o maior vilão do orçamento é o arroz. Um pacote de 5kg, normalmente vendido a cerca de R$ 15, chega a custar R$ 40. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta do produto já superou os 100%, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

Outros itens que lideram a inflação sobre os alimentos são o feijão (48%), óleo de soja (23%) e o leite (19%). Todos registram aumento muito maiores do que a inflação geral medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) que, atualmente, marca alta de 2,44%, nos últimos 12 meses.

Isso ocorre porque o IPCA realiza uma média dos valores da inflação de diversos segmentos, como moradia, transporte, água e luz, além da alimentação.

No entanto, deve-se levar em conta o fato de que as camadas populares destinam 22% do seu orçamento à alimentação. Por isso, o aumento nos preços do setor significa uma verdadeira tragédia para as famílias.

Política de preços
O encarecimento dos alimentos é consequência direta da política adotada pelo governo Bolsonaro, que privilegia os grandes produtores. Com o dólar valendo muito mais que o real, os ruralistas preferem vender sua produção para o exterior. Isso ocasionou a falta do produto para o mercado interno e o consequente aumento dos preços.

Jair Bolsonaro poderia estabelecer uma lei que mantivesse os preços mais acessíveis à população. No entanto, o presidente apenas pediu para que os donos de supermercado tivessem mais “patriotismo” para segurar o preço da cesta básica.

Redução do auxílio emergencial
A situação é ainda mais grave devido à redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 a partir deste mês. Com isso, a população mais carente deverá ter uma queda de até 17% na renda mensal. É por isso que o Sindicato e a CSP Conlutas defende que o governo continue pagando R$ 600 até o final da pandemia.

“O aumento na alimentação será ainda mais sentido devido à crise criada pela pandemia. É preciso condenar a política governamental que permite esse absurdo. Também temos de lembrar que a Campanha Salarial se torna ainda mais importante nesse cenário. Por isso, os metalúrgicos precisam estar preparados para a luta”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.


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