Revoltante

Morte de adolescente escancara aumento da violência policial em São Paulo

Guilherme Silva Guedes, de apenas 15 anos, foi encontrado morto com sinais de tortura


Morte de Guilherme gerou revolta na comunidade
Morte de Guilherme gerou revolta na comunidade

As imagens de dezenas de jovens negros protestando contra a violência policial lembram as manifestações após o assassinato de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos. Mas desta vez a revolta é no Brasil. O bairro de Vila Clara, zona sul de São Paulo, foi palco de protestos radicalizados na noite de segunda-feira (15). 

A comunidade se revoltou após a morte de Guilherme Silva Guedes, de apenas 15 anos. Morador conhecido do bairro, Guilherme havia desaparecido no domingo (14). O corpo do adolescente foi encontrado no dia seguinte, com sinais de tortura, na cidade de Diadema, Grande São Paulo.

Há indícios de que o crime tenha ocorrido com a participação de policiais militares. No local em que Guilherme foi visto pela última vez, foi encontrado um pedaço de pano semelhante ao usado em fardas da corporação, com a inscrição “SD (Soldado) PM Paulo”. Câmeras de segurança mostram dois homens armados abordando o garoto na rua. 

Indignados com o ocorrido, moradores fecharam as vias do bairro e colocaram fogo em pneus. Manifestantes também queimaram um ônibus. Acionada para conter o protesto, a PM reprimiu de forma indiscriminada os moradores, agredindo inclusive quem não participava do ato.

Escalada de violência
No sábado (13), um dia antes do desaparecimento de Guilherme, dois casos de violência policial ganharam as manchetes. No bairro Jardim Felicidade, zona norte de São Paulo, um jovem de 27 anos foi espancado por pelo menos cinco policiais. A ação foi filmada, o que ajudou na identificação e prisão de oito envolvidos. 

No mesmo dia, em Barueri, uma gravação mostra um homem sentado na calçada sendo abordado por policiais que estavam em uma viatura. Após revista, um deles pula sobre as costas da vítima e aplica o enforcamento (gravata). Pessoas que tentaram ajudar o homem também foram agredidas. 

Cenas de violência policial são cada vez mais comuns nas periferias paulistanas. O número de “mortes em decorrência de intervenção policial “ no estado bateu recorde em abril. Foram 116 casos publicados no Diário Oficial – um aumento de 54,6%.

Dória, a culpa é sua
Apesar de lamentar os recentes acontecimentos, o governador João Dória (PSDB) tem grande parcela de culpa na escalada da violência policial. Na campanha que o elegeu, em 2018, ele surfou na onda pró-Bolsonaro e defendeu uma polícia mais dura. 

Como governador, a estratégia do político tucano foi aumentar os Batalhões de Ações Especiais da Polícia (Baeps), conhecidos pela violência. O estado de São Paulo conta com 11 Baeps, no entanto, o plano de Dória é dobrar esse número até o final do mandato. 

“A revolta popular que se viu na periferia de São Paulo é o reflexo do sistema violento que atinge as pessoas mais pobres. É preciso cobrar o fim do racismo e da violência praticados pela polícia. Dória é responsável por cada corpo inocente que cai pelas mãos da PM”, afirma o diretor do Sindicato Valmir Mariano da Silva.


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