Luta pelo emprego

Em dia de novo protesto, demitidos da Embraer cobram Felicio fora do Paço Municipal

Trabalhadores e dirigente do Sindicato encontraram prefeito em praça da cidade

| Atualizado em

Manifestação em frente a Prefeitura
Manifestação em frente a Prefeitura - Foto: Roosevelt Cássio

O protesto aconteceu no Paço Municipal, mas não foi lá que os demitidos da Embraer encontraram o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), na manhã desta sexta-feira (25), para cobrar ações efetivas pelo cancelamento dos cortes feitos pela empresa.

Enquanto estava fazendo gravações na praça do Sol, na Vila Adyana, Felicio foi surpreendido por trabalhadores, que souberam da localização do prefeito por um aplicativo de troca de mensagens.

Acompanhados do diretor do Sindicato Herbert Claros, os demitidos abordaram Felicio. Ele, então, se declarou favorável à proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª região, feita esta semana, para que a Embraer cancele as demissões e adote um regime de layoff como forma de se preservar os empregos. Veja o vídeo a seguir (a íntegra está no final desta matéria):

Os trabalhadores disseram ao político tucano que estavam indo ao Paço justamente para tentarem ser recebidos por ele. Desde o anúncio das demissões, o Sindicato tem tentado, sem sucesso, se reunir com Felicio.

Herbert deixou claro ao prefeito que gostaria de marcar um encontro para discutir o tema dos cortes na Embraer. Com o celular à mão, Felicio marcou uma reunião para quarta-feira (30), às 16h30, na Prefeitura.

Protesto no Paço
Mesmo tendo encontrado o prefeito em outro local, os demitidos da Embraer mantiveram o ato em frente à sede da Prefeitura, como forma de chamar a atenção da população sobre a necessidade de se mobilizar contra as 2.500 dispensas feitas pela companhia (1.600 por meio de três Programas de Demissão Voluntária envoltos por irregularidades e 900 cortes diretos no dia 3).

Foi a segunda manifestação no Paço, que, além dos demitidos, reuniu dirigentes sindicais metalúrgicos, professores, trabalhadores dos Correios e militantes do PSTU e PSOL.

O presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, conduziu o ato e falou da importância de se unificar a luta contra as demissões na categoria. Além da Embraer, os trabalhadores da Johnson Controls Hitachi, General Motors e MWL se mobilizam em defesa dos empregos.

"Vamos seguir a luta para evitar que joguem a crise nas costas dos trabalhadores. A mobilização vai continuar, mas o poder público não pode continuar se omitindo dessa forma. Afinal, demitir na pandemia é desumano", discursou Weller.

Após o ato, os demitidos ainda fizeram uma reunião na sede do Sindicato, para organizar as próximas atividades, incluindo a montagem de novo acampamento em frente à unidade da Faria Lima, na terça-feira (29), dia de nova audiência de conciliação no TRT e prazo para a Embraer se pronunciar se aceita ou não o cancelamento dos cortes.

Saiba mais
Na última terça (22), o TRT da 15ª Região propôs, em audiência de conciliação, o cancelamento de 502 demissões feitas pela Embraer e a adoção de layoff. O número de trabalhadores se refere àqueles representados pelos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos e Araraquara, que concordaram com a proposta, mesmo defendendo o cancelamento de todas as 2.500 demissões.

 


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