Em defesa dos empregos

Confira modelo de moção de repúdio contra demissões na Embraer

É preciso dizer não às dispensas realizadas pela fabricante de aeronaves

| Atualizado em

Luta contra as demissões na Embraer
Luta contra as demissões na Embraer - Foto: Roosevelt Cássio


O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e a CSP-Conlutas convocam toda a classe trabalhadora a se somar à luta contra as demissões na Embraer. Em um momento de grave crise econômica e sanitária se faz necessário o repúdio a qualquer tipo de corte e a defesa da estabilidade no emprego. 

A atitude da direção da Embraer é de extrema gravidade e não pode ser menosprezada pela sociedade brasileira. Foram 2.500 trabalhadores que perderam os seus empregos em razão da má gestão, irresponsabilidade e falta de humanidade do alto escalão da companhia.

Enquanto abriga executivos com supersalários de até R$ 2 milhões, a fabricante de aeronaves quer demitir milhares de pais e mães de família. A atitude desumana ocorre mesmo com a empresa tendo recebido, nos últimos anos, empréstimos bilionários do governo via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

Por isso, pedimos a todo movimento sindical e social e outras entidades da sociedade civil que façam moções repudiando essa atitude covarde da direção da Embraer (modelo abaixo).

Moção de repúdio às demissões na Embraer. Reestatização, Já

A Embraer anunciou a demissão de 2,5 mil trabalhadores nesta última quinta-feira (3/9). A empresa pretende dispensar 900 funcionários e os outros 1,6 mil são adesões ao PDV (Plano de Demissão Voluntária) encerrado quarta-feira (2).

As demissões foram feitas sem qualquer negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, ferindo acordo para preservação de emprego assinado em 9 de abril (cláusula 8.1), justamente num período de calamidade pública provocada pelo Covid-19.

O Sindicato questiona o PDV, que não teria sido voluntario. Durante o período de adesão foram muitas as denúncias de trabalhadores de que gestores da Embraer estariam pressionando aqueles que estavam em licença remunerada para que aderissem ao PDV. Essas denúncias estão sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho.

As alegações da Embraer para as demissões são devido à pandemia no país e o fim da parceria com a Boeing. A Embraer tenta se justificar colocando a culpa na pandemia, mas estudos mostram que as dificuldades financeiras foram provocadas pela má gestão do Conselho Administrativo na negociação com a Boeing.

As perdas geradas pelo processo de venda chegaram a R$ 1,2 bilhão. Já as geradas pela pandemia ficaram em R$ 83,7 milhões. Nos últimos dois anos, a direção da Embraer se aventurou irresponsavelmente em uma transação comercial com a Boeing – que acabou rompendo o negócio em abril deste ano.

Se a venda fosse concretizada, beneficiaria sobretudo a companhia norte-americana e os seus insaciáveis acionistas, em detrimento aos interesses do Brasil e de sua soberania. Com o negócio desfeito a empresa agora joga sobre os trabalhadores a crise que a direção e os acionistas criaram.

O sindicato vai atuar para reverter as demissões. É um crime com os trabalhadores tomar essa atitude no meio da pandemia do Coronavírus. Enquanto mantém altos executivos com salários milionários, demite 2.500 pais e mães de família que dependem de seus empregos para sobreviver.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, realizou assembleias na sexta feira e no sábado e os trabalhadores da Embraer aprovaram proposta do Sindicato contra demissões e referendou a greve aprovada em assembleia presencial.

A Central Sindical e Popular CSP-Conlutas e os Sindicatos, Entidades e Movimentos filiados abaixo assinados repudiam essa demissão covarde e desumano, que segue a lógica cruel da defesa do lucro na sociedade capitalista, e exige a imediata reintegração dos 2,5 mil trabalhadores.

Mais do que nunca se faz necessária a campanha do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos pela reestatização 100% da Embraer, para garantia de manutenção e de estabilidade no emprego dos trabalhadores.

É preciso devolver a Embraer às mãos do povo brasileiro e assim garantir a defesa dos milhares de empregos diretos e indiretos do setor aeronáutico, bem como a capacidade tecnológica e a soberania do país.

Repúdio às demissões! Pela imediata reintegração de todos os demitidos

Enviar a moção para os e-mails abaixo:

Presidente da Embraer

Francisco Gomes Neto
fgn@embraer.com.br

RH Embraer
relacoes.trabalhistas@embraer.com.br

Prefeito de São José dos Campos
Felício Ramuth
prefeito@sjc.sp.gov.br

BNDES
presidencia@bndes.gov.br


Cópia para: secretaria@sindmetalsjc.org.br


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