Campanha Salarial

Assembleia Geral aprova reajuste e faz chamado para Dia de Mobilizações

Agora é ir à luta contra a MP 905, criada por Bolsonaro para acabar com direitos trabalhistas

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Metalúrgicos votam em Assembleia Geral
Metalúrgicos votam em Assembleia Geral - Foto: Roosevelt Cássio

Na última Assembleia Geral da Campanha Salarial 2019, realizada neste sábado (30), os metalúrgicos aprovaram as propostas de reajuste salarial apresentadas pela Assecre (Associação dos Empresários do Chácaras Reunidas) e pelo grupo patronal do setor de materiais não ferrosos (Siamfesp).

Nos dois grupos, os metalúrgicos conseguiram a renovação da Convenção Coletiva para garantia de todos os direitos. Nas fábricas representadas pela Assecre, o reajuste salarial será de 3,5% para 1.400 trabalhadores. Nas representadas pelo Siamfesp, será de 3,28% para cerca de 300 companheiros.

Com isso, já são 20 mil metalúrgicos com acordos e Convenções Coletivas assinadas. Aqueles que não fecharam acordo ainda têm muita luta pela frente, especialmente no setor aeronáutico e Eaton.

Nesta Campanha Salarial, o Sindicato celebrou oito Convenções Coletivas, além dos acordos aprovados na Assecre – o que representa uma grande vitória para a categoria.

“Passamos por um período de ataques pesados vindos do governo e do Congresso Nacional, e mesmo assim conseguimos defender nossos direitos. Ao contrário do que aconteceu na base de outras centrais sindicais, tivemos um ano de importantes mobilizações e foi isso que garantiu nossas conquistas”, disse o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

Chamado para o Dia de Mobilizações
Além da Assembleia Geral, também aconteceu a reunião do Conselho de Representantes da categoria. O ponto central das discussões foi um chamado para o Dia Nacional de Mobilizações, nesta quinta-feira (5), contra a Medida Provisória 905/19.

O sociólogo Israel Luz, do Ilaese (Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos), apresentou dados da MP que acaba com direitos dos trabalhadores.

Fazem parte dessa medida, por exemplo, a redução do adicional de periculosidade, liberação do trabalho aos domingos sem hora extra, fim do benefício de acidente de trajeto, menos fiscalização nas empresas, taxação do seguro-desemprego e tantos outros ataques.

“A MP amplia a reforma trabalhista, concretiza os ataques da reforma da Previdência, estimula demissões e incentiva condições de trabalho de péssima qualidade”, avalia Israel.

Assembleias e atos
Entre os dirigentes que se manifestaram no Conselho de Representantes, todos concordaram que a hora de barrar a MP é agora, por meio da luta dos trabalhadores.

O membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha, ressaltou as recentes mobilizações em outros países da América Latina, como Chile, Colômbia e Equador, como exemplos a serem seguidos no Brasil.

“Estamos vivendo uma situação dramática. Temos de mostrar toda nossa indignação diante desses crimes que o governo está cometendo contra a classe trabalhadora. Dia 5 será um importante dia de luta”, disse.

Na quinta-feira, haverá assembleias nas fábricas e um ato na Praça Afonso Pena, às 9h. O Sindicato também vai disponibilizar ônibus para São Paulo, onde haverá um ato na Av. Paulista. Os interessados devem se inscrever pelo telefone 3946-5311.

 


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