Mobilização

Greve dos trabalhadores da MWL continua por preservação de empregos e direitos

Com dívida estimada em R$ 11 milhões, empresa pode ser despejada a partir do dia 10 de outubro

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Trabalhadores da MWL protestam em Caçapava
Trabalhadores da MWL protestam em Caçapava - Foto: Roosevelt Cassio

Com o impasse nas negociações, os metalúrgicos da MWL continuam em greve por tempo indeterminado. A mobilização começou na segunda-feira (21). Manifestações de rua em defesa dos empregos e pela garantia dos direitos também deverão ocorrer na próxima semana.

O Sindicato voltou a reafirmar a necessidade de garantir empregos e direitos aos trabalhadores da MWL, em reunião na Prefeitura de Caçapava, nesta quinta-feira (24). 

Também participaram do encontro representantes do grupo chinês que administra a empresa, o secretário de Indústria, Comércio e Agricultura da cidade, Lourival Ettori, e a vereadora Reinalma Montavão (PSD).

O risco iminente de despejo da MWL e as consequências para a população de Caçapava foram os principais temas debatidos. Para o Sindicato, os trabalhadores não podem pagar pela irresponsabilidade da direção da metalúrgica, que está há 18 meses com o aluguel em atraso. Com uma dívida estimada em R$ 11 milhões, a empresa pode ser despejada a partir do dia 10 de outubro.

Mesmo diante desse cenário, a direção da empresa se recusa a apresentar qualquer proposta para quitar a dívida.  O Sindicato reivindica a assinatura de um contrato de seguro que, caso haja o despejo, garanta aos metalúrgicos o pagamento das verbas rescisórias. Ao todo, 237 trabalhadores poderão ser afetados. 

A formação de uma cooperativa para gerir a MWL em uma eventual saída dos atuais administradores também foi proposta pela vereadora Reinalma Montavão. A empresa é a única fabricante de rodas e eixos de trem na América Latina e tem contratos fechados no valor de R$ 60 milhões.  

“O Sindicato vai permanecer na luta com os trabalhadores da MWL. O momento é de unir forças, com o poder público e população para manter os postos de trabalho na cidade”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Renato Almeida.


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