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Dito Bronca

Um perfil mais combativo na categoria na região surge em 1979,
durante uma grande greve geral dos metalúrgicos. O movimento
sindical recomeçava sua organização com oposições ao sindicalismo
chamado de pelego. Neste período, um bloco de oposição àquela
diretoria começa a se reunir.
Ainda no clima das greves de 1979 e da luta pela anistia,
o cartunista Henfil cria um personagem que foi se tornando
a cara do Sindicato: o Dito Bronca. O nascimento do Dito Bronca
foi justamente durante um ato pela anistia na praça Afonso
Pena, quando estavam presentes ativistas da Oposição Metalúrgica.
“Pedimos ao Henfil”, lembra Antonio Donizete Ferreira, o Toninho.
“Ô Henfil, crie algo que represente a indignação dos trabalhadores
com os patrões, com as injustiças que os chefes fazem com
a gente dentro das fábricas”. Segundo Ernesto Gradella, na
época também metalúrgico, foi muito incomum porque Henfil
criou o Dito Bronca em menos de um minuto. “Ele captou o que
nós queríamos”, comenta.
O Dito vive até hoje e é dono da coluna
mais lida do Jornal do Metalúrgico, entregue semanalmente
nas fábricas.

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