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Confira as principais resoluções
dos Congressos dos Metalúrgicos de São José
dos Campos:

1991
1992
1993
1995
1999
2001
2004
2005
1º Congresso dos Metalúrgicos
Na
noite de 19 de julho 1991, abriu-se uma nova fase para os
metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Uma fase de
aprofundamento da democracia operária no Sindicato e de organização
dentro das fábricas, para que cada trabalhador pudesse discutir
todos os assuntos que se referiam à categoria e decidir sobre
eles.
O Congresso foi aberto com a presença de representantes
dos sindicatos dos Plásticos de São Paulo, Químicos de Jacareí
e Região, CUT Regional do Vale do Paraíba, PCB, PT de São
José dos Campos e do então deputado federal Ernesto Gradella.
Participaram do Congresso as organizações sindicais Convergência
Socialista Sindical, CUT pela Base, Vertente
Socialista e Articulação Sindical.
Durante o Congresso, os delegados presentes se reuniram por fábrica e região para definir uma nova organização nos locais de trabalho. As conclusões dos debates sobre o fortalecimento da organização dos metalúrgicos nos locais de trabalho foi uma das principais resoluções do Congresso.
Além disso, aprovou-se organizar uma batalha sem tréguas na luta contra os planos do então presidente Fernando Collor e do FMI. E, para se contrapor ao projeto neoliberal do governo de recessão e desemprego, defender um plano econômico e político dos trabalhadores.
Os delegados do 1º Congresso também votaram pelo apoio à luta dos trabalhadores de todo o mundo contra os planos dos governos pró-imperialistas e à luta contra os governos burocráticos dos países do Leste Europeu, da China e União Soviética.
O Congresso, que durou três dias, encerrou-se na noite de domingo, dia 21 de julho de 1991. O encerramento aconteceu com a entrega de certificado aos delegados presentes e em clima de festa, além do sentimento de terem dado um passo à frente na organização e luta dos trabalhadores.
2º Congresso dos Metalúrgicos
Nos dias 18 e 19 de setembro de 1992 foi realizado, na Colônia de Férias do Sindicato, em Caraguatatuba, o 2º Congresso dos Metalúrgicos. Participaram 107 delegados, que representavam trabalhadores de 27 fábricas. Foram eles quem elaboraram, coletivamente, a linha de atuação para o período seguinte.
Uma das deliberações mais importantes foi a preparação da Greve Geral, convocada pela CUT, para o dia da votação do impeachment do presidente Fernando Collor. O Congresso aprovou como bandeira central: Fora Collor e Itamar; Eleições Gerais; Por um governo dos trabalhadores!
Uma semana depois a categoria parava suas atividades e exigia o Fora Collor.
Já neste Congresso discutiram e votaram por lutar contra a privatização, a terceirização e a superexploração causada pela implantação das novas tecnologias.
Novamente foi amplamente debatida a organização nos locais de trabalho e a situação e luta das mulheres e dos negros na categoria metalúrgica e na sociedade.
Naquela época, para enfrentar os métodos "modernos" que as fábricas começavam a aplicar, foi indicado como saída para o fortalecimento da luta dos trabalhadores um Sindicato Unificado dos Metalúrgicos do Vale do Paraíba.
O Congresso também aprovou, de maneira consultiva, mudanças no Estatuto do
Sindicato, que seriam discutidas ainda em uma plenária para,
posteriormente, aprovar as resoluções em uma assembléia da
categoria.
3º Congresso dos Metalúrgicos
"Fora o Congresso Nacional corrupto, eleições gerais
e que Lula governe!" Foi neste clima que se deu o 3º
Congresso dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região,
que reuniu 137 delegados de 38 fábricas na Colônia de Férias
do Sindicato, em 1993.
Foi aprovado um manifesto para ser enviado a sindicatos e entidades populares afirmando que Lula deveria governar apoiado nas organizações populares, com um plano econômico voltado para os trabalhadores.
Entre as principais resoluções do Congresso estava um categórico Não às Câmaras
Setoriais que vinham ocorrendo na época entre governo, empresários
e alguns sindicatos. Para os presentes, as Câmaras Setoriais
secundarizavam a mobilização em troca da negociação permanente
com patrões e empregados. "O resultado tem beneficiado
apenas os patrões com a redução de impostos. Enquanto isso,
os trabalhadores vêem diminuir seus postos de trabalho e os
salários continuam baixíssimos para aumentar ainda mais a
lucratividade dos patrões", disse na época o diretor do
Sindicato e delegado do Congresso Ivan Trevisan.
O Congresso aprovou entre suas prioridades a ampliação da campanha contra a privatização da Embraer, buscando envolver os metalúrgicos e a comunidade. Os delegados se posicionaram contra qualquer proposta de privatização mista ou distribuição de porcentagens de ações entre parceiros.
Além dessas campanhas gerais, manteve-se como nos congressos anteriores, os
debates sobre as questões específicas da categoria metalúrgica.
4º Congresso dos Metalúrgicos
O
4º Congresso dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
reuniu 137 delegados nos dias 3 e 4 de junho de 1995, na Colônia
de Férias do Sindicato.
Vieram para a abertura o presidente da CUT Estadual José Lopez Feijó, o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos/CUT, Heiguiberto Navarro (Guiba), o presidente da Federação Metalúrgica Estadual/CUT, Paulo Sérgio Ribeiro Alves, os deputados Jair Meneguelli e Arlindo Chinaglia.
Foram discutidos o projeto do governo Fernando Henrique e a Reforma Constitucional e a administração municipal. O delegados fizeram uma avaliação da diretoria colegiada do Sindicato e aprovaram a unidade para a formação de uma chapa única da CUT nas eleições que se dariam naquele ano.
O Congresso prestou apoio incondicional aos petroleiros que na época travaram uma luta duríssima contra o governo e a Justiça.
Novamente o debate sobre as Câmaras Setoriais foi retomado e aprovou-se remetê-lo à categoria. A organização no local de trabalho voltou mais uma vez entre os temas debatidos no congresso com o propósito de fortalecê-la contra a reestruturação produtiva que vinha sendo implementada pelas empresas.
Entre outros temas, foram debatidos a situação e luta da mulher trabalhadora e um modelo de comunicação para o Sindicato.
O 4º Congresso foi um dos mais polêmicos realizados na categoria até hoje.
5º Congresso dos Metalúrgicos
Nos
dias 25, 26 e 27 de junho de 1999 foi realizado o 5º Congresso
dos Metalúrgicos, que contou com a participação de 121 delegados,
na Colônia de Férias de Caraguatatuba. Um total de 37 empresas
estiveram representadas neste encontro.
O Congresso foi um grande marco na formação política dos trabalhadores. "A
contribuição no fortalecimento da organização do trabalho
foi nitidamente visível, para continuarmos a lutar por salários,
emprego e contra a redução de direitos", avaliou na época
o vice-presidente do Sindicato, Renato Bento Luiz, o Renatão.
Nesta ocasião, os metalúrgicos decidiram estar na linha de frente contra a flexibilização de direitos, salários e jornadas; contra o banco de horas e de dias - aceito por outros Sindicatos - e a redução salarial. A política adotada foi bem clara: não aceitar as chantagens da patronal, tampouco aceitar parcerias.
A organização de base foi novamente destacada, contra a precarização do trabalho. CIPAs, comissões de PLR e de fábricas, segundo o Congresso, deverão ser tratados como prioridade.
Diante da situação política do país, foi aprovada também a participação no "Fora FHC e o FMI". Os metalúrgicos decidiram levantar a bandeira das eleições gerais, por não confiarem em Marco Maciel, tampouco nos parlamentares da época.
A situação da mulher trabalhadora, da juventude, dos negros, dos aposentados e desempregados também foi discutida. Diversas propostas foram aprovadas buscando ampliar a nossa organização nestes setores.
De modo geral, os delegados do Congresso reafirmaram a importância
do perfil democrático e classista do Sindicato. Assim como
a luta pelo socialismo, que continuará a ser levada pela diretoria
da entidade.
6º Congresso é o maior da história da categoria

O
tema do 6º Congresso, realizado em agosto de 2001, foi "Contra
o neoliberalismo / Globalizar as lutas". Neste encontro os
216 delegados, de 55 fábricas, definiram a atuação política
da entidade.
Diretores do Sindicato, cipeiros, ativistas e metalúrgicos de
base debateram sobre a situação do Brasil e do mundo e seus
reflexos em nossa região. Os participantes aprovaram uma série
de resoluções.
Democracia e luta - Da nossa região, todos os sindicatos
cutistas enviaram representantes. Além desses, havia metalúrgicos
de São Bernardo, Americana, Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Friburgo e representantes de outras entidades, como o MST
(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Outro ponto
alto neste Congresso foi a presença de familiares. Esposas
e filhos participaram ativamente.
Atividades
preparatórias
As atividades que prepararam o 6º Congresso contaram com a
presença de Angel Parras, colaborador da Revista Marxismo
Vivo, Fernando Siqueira, presidente da AEPET (Associação dos
Engenheiros da Petrobras), Peter Jonhson, sindicalista norte-americano,
e o cantor e compositor Lobão, que falou sobre música e sua
trajetória de rebeldia.
PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:
FORA FHC E O FMI JÁ
Fortalecer a luta pelo Fora FHC e FMI foi uma decisão tomada
pela ampla maioria dos delegados e delegadas do 6º Congresso
dos Metalúrgicos. Eles não estão dispostos a esperar até 2002
para levantar esta bandeira. Foi rechaçada qualquer aliança
com a burguesia. Os metalúrgicos vão lutar por uma frente
classista dos trabalhadores, com um programa anticapitalista.
"Uma aliança entre os partidos operários (PT, PSTU, PCdoB
e PCB)". Este é texto que permaneceu nas resoluções.
DEFESA DA FEDERAÇÃO NACIONAL DE LUTA
Os metalúrgicos aprovaram a participação do Sindicato na organização
da Federação Nacional dos Metalúrgicos Democrática e Combativa.
O objetivo é se contrapor ao sindicato orgânico, criado pela
direção da Articulação Sindical. Para impor uma política de
conciliação de classes, o sindicato orgânico acaba com a democracia
no movimento, já que quem passa a deter o poder de decisão
é a direção e não a base. Para a maioria dos delegados e delegadas,
o sindicato orgânico da Articulação enfraquece a luta contra
o banco de horas e pela defesa dos direitos trabalhistas.
A direção de sindicatos da Articulação já entregou esses direitos
em campanhas salariais passadas.
A LUTA INTERNACIONAL
O tema do 6º Congresso "Contra o neoliberalismo, globalizar
as lutas" foi amplamente debatido. O sindicalista argentino
Alberto Mora falou sobre os reflexos da aplicação do plano
neoliberal aos trabalhadores daquele país e reforçou a importância
da unificação das lutas na América Latina. Um dos pontos centrais
da luta internacional foi a ALCA (Área de Livre Comércio das
Américas), que impõe a colonização econômica, política e militar
da América Latina pelos Estados Unidos. O 6º Congresso também
referendou a campanha contra o Plano Colômbia e a defesa do
povo palestino que luta por seu território, ocupado por Israel.
ATUAÇÃO DO SINDICATO
Os delegados fizeram um balanço positivo da atuação do Sindicato
no último período. Tanto nas lutas, quanto na condução da
entidade. Além disso, foi aprovado um plano de investimentos
com a construção de um novo prédio e ampliação da Colônia
de Férias. Esta resolução pretende melhorar os serviços da
entidade e sua estrutura para a luta. Tem como objetivo também
atender melhor a família dos metalúrgicos. Decidiu-se, ainda,
encaminhar para uma assembléia, a expulsão do quadro de associados
da entidade, do grupo que fez a campanha de calúnia contra
o Sindicato. A acusação de que o Sindicato teria desviado
R$ 2 milhões, além de querer queimar a imagem da entidade,
se ganhasse na Justiça, tiraria da nossa luta o valor de R$
2 milhões e poderia levar à intervenção da nossa entidade.
A prestação de contas do Sindicato de 2000 também foi apresentada
a todos os delegados (as) e discutida em todos os grupos.
ORGANIZAR LOCAL DE TRABALHO
Um dos temas que mais gerou elaborações foi a organização
no local de trabalho. Todos apresentaram propostas para que
o Sindicato amplie sua atuação nas Cipa’s e fortaleça ainda
mais a organização dentro das fábricas. Foi aprovada a realização
de cursos e palestras para formar os cipeiros, além de avançar
na organização dos trabalhadores das empresas terceirizadas.
CONTRA O PEDÁGIO DE JACAREÍ
O pedágio de Jacareí foi um tema polêmico no Congresso. A
maioria criticou o prefeito Marco Aurélio Souza por ter feito
acordo cobrando impostos da empresa Nova Dutra pelo pedágio.
A maioria defendia que a luta contra o pedágio continuasse,
contudo, argumentava-se que estava enfraquecida devido à postura
do prefeito. Marco Aurélio enviou um e-mail ao plenário do
Congresso justificando seu posicionamento, mas os delegados
e delegados desaprovaram a conduta e mantiveram a crítica.
7º Congresso prepara categoria para barrar reformas

Lutar contra as reformas Sindical e Trabalhista foi uma das principais resoluções do encontro, que reuniu cerca de 200 delegados em Caraguá, nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2004.
O 7º Congresso dos Metalúrgicos, realizado de 2 a 4 de abril, na Colônia de Férias do Sindicato, em Caraguatatuba, reuniu cerca de 200 metalúrgicos, de 42 fábricas da base. No encontro foram discutidos os rumos do Sindicato e as principais questões que afetam os trabalhadores.
As resoluções aprovadas pelos delegados reforçaram a disposição da categoria em manter-se firme na luta por seus direitos e no próximo período lutar, principalmente, contra as reformas Sindical e Trabalhista.
"Foram quatro meses de debates preparatórios ao Congresso e dois dias de encontro, que serviram para fortalecer a organização da categoria", resumiu o presidente do Sindicato Luiz Carlos Prates, o Mancha.
O Congresso contou com a participação de desempregados e trabalhadores sem-teto, fato que expressou a inserção do Sindicato com os movimentos sociais.
PRINCIPAIS RESOLUÇÕES
ROMPER COM A ALCA, A DÍVIDA E O FMI
Os trabalhadores discutiram sobre a intensificação da ofensiva
imperialista dos EUA sobre os povos de todo o mundo, que visa
garantir seu domínio político, econômico e militar e aumentar
o lucro das corporações econômicas.
Ao final, uma das principais resoluções do 7º Congresso foi a luta contra a Alca, o FMI e a Dívida Externa, que são os instrumentos utilizados pelo imperialismo.
LUTAR CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO
Ao analisar o primeiro ano do governo Lula, os delegados constataram
que o desemprego aumentou e os ataques aos trabalhadores continuam,
pois Lula está governando para os grandes empresários, banqueiros
e latifundiários do país.
Diante disso, só a luta contra os ataques do governo e por melhores condições de vida, emprego, direitos e salário irá garantir nossas reivindicações.
Nas eleições 2004, os delegados decidiram, por ampla maioria, que o Sindicato deve apoiar as candidaturas operárias de oposição ao governo Lula e aos partidos burgueses, e que tenham um programa antiimperialista e anticapitalista.
MOBILIZAR POR SALÁRIO, DIREITOS E EMPREGOS
Fortalecer a organização no local de trabalho para lutar contra
a redução de direitos, por salários e empregos é outra tarefa.
Dentro deste objetivo, é preciso apoiar, incentivar e fortalecer
as CIPA's, comissões de fábrica e de negociação de PLR.
Foi decidido que para manter a luta contra a redução de direitos, o Sindicato deve manter o bloco de negociação nas campanhas salariais, com Campinas e Limeira e fortalecer a Federação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (FENAM).
O Sindicato não participará dos congressos da FEM e CNM, pois estes congressos irão legitimar a Reforma Sindical do governo Lula.
MANTER UM SINDICATO COMBATIVO E INDEPENDENTE
Nos últimos anos, a reestruturação produtiva, os ataques da
patronal e a conjuntura recessiva do país, com aumento do
desemprego, trouxeram grandes desafios para os sindicatos
combativos, que têm que adequar o aspecto financeiro à necessidade
das lutas.
A reforma Sindical, que está em discussão, abre caminho para
que os patrões intensifiquem ainda mais os ataques aos trabalhadores.
É preciso lutar contra ela.
Faça
o download das teses e
resoluções do 7º Congresso (.rtf)
8º Congresso dos Metalúrgicos

As
reformas que retiram direitos e a corrupção no governo Lula.
Essas foram as duas principais discussões do 8º Congresso
dos Metalúrgicos, realizado nos dias 5, 6 e 7 de agosto de
2005, no auditório da Colônia de Férias do Sindicato.
Além de aprofundar o debate sobre as intenções do governo
com as reformas Sindical e Trabalhista (o que já havia sido
feito no 7º Congresso), este encontro abordou a corrupção
que tomou conta do governo Lula, com Mensalão, envolvimento
de grandes figuras do Planalto e até "doláres na cueca de
assessor".
"Com o 8º Congresso, fortalecemos a luta contra as reformas
de Lula, e sepultamos a idéia de que o governo petista mantinha
a ética. Caiu a máscara e apareceu a podridão", definiu
o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Carlos Prates,
o Mancha.
Foi um dos maiores congressos já realizados. Participaram
220 delegados, de 66 fábricas da base, como GM, LG.Philips,
Embraer, Bundy, Sade-Fem, Graúna, Aeroserv, entre outras.
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