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Os desafios de hoje


A atual diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos tomou posse em maio de 2003. Com mais de 60% por votos, a chapa 1, encabeçada por Luiz Carlos Prates, o Mancha, e mais 40 diretores, foi eleita pelos metalúrgicos por expressar uma alternativa de luta e combatividade. Os atuais diretores ficarão até 2006 no comando da entidade.

Logo no primeiro ano da nova diretoria, as mobilizações foram muitas. Ainda no primeiro semestre, o Sindicato lançou a "Campanha Salarial de Emergência", motivada pela perda do poder de compra do trabalhador, que teve o seu aumento salarial corroído pela inflação. A Campanha de Emergência repôr as perdas dos trabalhadores na maioria das empresas. No final do ano, a Campanha Salarial também foi vitoriosa. Graças à mobilização dos metalúrgicos, conseguimos aumento real em muitas fábricas. Com paralisações e greves, os trabalhadores mostraram muita força e mobilização para derrotar os patrões.

Neste mesmo ano, foram realizadas várias atividades contra a reforma da Previdência, aprovada no final do ano pelo rolo compressor do governo Lula. Esta reforma acabou com vários direitos do funcionalismo público, mas os metalúrgicos foram firmes na oposição à esta solicitação do FMI. Foram várias as caravanas a Brasília, discussões e debates em torno da reforma.

Já em 2004, os metalúrgicos de São José dos Campos e região continuam no mesmo ritmo. Este ano tende a oferecer mais desafios ainda. Já é de conhecimento de todos que o governo Lula vai atacar direitos históricos da classe trabalhadora com duas reformas: a Sindical e a Trabalhista.

A primeira será votada ainda este ano e visa enfraquecer sindicatos, neutralizar a decisão das bases e dar grande poder às centrais sindicais (hoje totalmente atreladas ao Planalto), para, depois, darem andamento a segunda reforma, a Trabalhista, que vai acabar com a multa de 40% do FGTS, licença-maternidade, 13º salário e outros direitos.

Por isso, os trabalhadores precisam estar juntos para derrotarmos os ataques do governo Lula, fantoche do FMI.

É preciso exigir o rompimento com o FMI, o não pagamento da Dívida Externa e a retirada das negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas).

Só a luta muda a vida!
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