O Congresso dos Metalúrgicos é uma das mais importantes instâncias de decisão do Sindicato. É por meio da realização dos congressos que os metalúrgicos definem, democraticamente, as políticas e lutas que a categoria vai desenvolver. Na história do Sindicato, os congressos foram momentos nos quais os trabalhadores tomaram importantes decisões, que consolidaram o perfil classista e combativo da entidade.
Lutar contra as reformas Sindical e Trabalhista foi uma das principais resoluções do encontro, que reuniu cerca de 200 delegados em Caraguá, nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2004.
O 7º Congresso dos Metalúrgicos, realizado de 2 a 4 de abril, na Colônia de Férias do Sindicato, em Caraguatatuba, reuniu cerca de 200 metalúrgicos, de 42 fábricas da base. No encontro foram discutidos os rumos do Sindicato e as principais questões que afetam os trabalhadores.
As resoluções aprovadas pelos delegados reforçaram a disposição da categoria em manter-se firme na luta por seus direitos e no próximo período lutar, principalmente, contra as reformas Sindical e Trabalhista.
"Foram quatro meses de debates preparatórios ao Congresso e dois dias de encontro, que serviram para fortalecer a organização da categoria", resumiu o presidente do Sindicato Luiz Carlos Prates, o Mancha.
O Congresso contou com a participação de desempregados e trabalhadores sem-teto, fato que expressou a inserção do Sindicato com os movimentos sociais.
PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:
ROMPER COM A ALCA, A DÍVIDA E O FMI
Os trabalhadores discutiram sobre a intensificação da ofensiva imperialista dos EUA sobre os povos de todo o mundo, que visa garantir seu domínio político, econômico e militar e aumentar o lucro das corporações econômicas.
Ao final, uma das principais resoluções do 7º Congresso foi a luta contra a Alca, o FMI e a Dívida Externa, que são os instrumentos utilizados pelo imperialismo.
LUTAR CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO
Ao analisar o primeiro ano do governo Lula, os delegados constataram que o desemprego aumentou e os ataques aos trabalhadores continuam, pois Lula está governando para os grandes empresários, banqueiros e latifundiários do país.
Diante disso, só a luta contra os ataques do governo e por melhores condições de vida, emprego, direitos e salário irá garantir nossas reivindicações.
Nas eleições 2004, os delegados decidiram, por ampla maioria, que o Sindicato deve apoiar as candidaturas operárias de oposição ao governo Lula e aos partidos burgueses, e que tenham um programa antiimperialista e anticapitalista.
MOBILIZAR POR SALÁRIO, DIREITOS E EMPREGOS
Fortalecer a organização no local de trabalho para lutar contra a redução de direitos, por salários e empregos é outra tarefa. Dentro deste objetivo, é preciso apoiar, incentivar e fortalecer as CIPA's, comissões de fábrica e de negociação de PLR.
Foi decidido que para manter a luta contra a redução de direitos, o Sindicato deve manter o bloco de negociação nas campanhas salariais, com Campinas e Limeira e fortalecer a Federação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (FENAM).
O Sindicato não participará dos congressos da FEM e CNM, pois estes congressos irão legitimar a Reforma Sindical do governo Lula.
MANTER UM SINDICATO COMBATIVO E INDEPENDENTE
Nos últimos anos, a reestruturação produtiva, os ataques da patronal e a conjuntura recessiva do país, com aumento do desemprego, trouxeram grandes desafios para os sindicatos combativos, que têm que adequar o aspecto financeiro à necessidade das lutas.
A reforma Sindical, que está em discussão, abre caminho para que os patrões intensifiquem ainda mais os ataques aos trabalhadores. É preciso lutar contra ela.