Carta aos trabalhadores da Embraer

Mais uma vez Boeing mostra a que veio

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Embraer-Boeing descontou arbitrariamente as horas da greve sobre os salários dos trabalhadores, prejudicando nossas famílias e demonstrando o que está por vir.

A greve é um direito previsto na Constituição, que garante ao trabalhador brasileiro a liberdade de se manifestar.


Dentro da fábrica, só nos resta a cada dia vender nossa mão de obra em troca de salário. Porém, quando a empresa não garante condições dignas, os trabalhadores têm de se manifestar de alguma forma – inclusive com a greve. Só com a produção parada, a empresa sente de fato o quanto depende de nós.

Todos sabem o quanto foi forte a greve que ocorreu no dia 24 de setembro. Apesar de ter sido somente um dia, teve mais força do que a paralisação de quatro dias ocorrida em 2014.

Sabemos também que a greve só acabou por conta do uso da força policial convocada pela empresa. Todos presenciamos policiais usando gás de pimenta e até bomba de gás lacrimogêneo contra os grevistas. Na manhã do dia 25 de setembro, a Embraer-Boeing agrediu a todos nós, trabalhadores.

O que levou a Embraer-Boeing a apelar para a violência e ao desconto das horas paradas?


A empresa está em pleno processo de aprovação (ou não) da entrega para Boeing. Existe um atraso considerável na produção, o que deve se agravar com as férias coletivas de janeiro.

Esses fatores fazem com que a Embraer-Boeing não aceite a paralisação da produção. A greve gerou uma situação de pânico na diretoria da empresa e a única alternativa para eles foi apelar para a polícia e agressão aos trabalhadores.

A Embraer se diz transparente, mas não é. Envolveu-se em escândalos de corrupção e pagou propina, mas quem pagou a multa fomos nós, trabalhadores, que estamos há mais de cinco anos sem aumento de real de salário.

A Embraer insiste em retirar direitos da Convenção Coletiva e não estão descartadas demissões com as férias coletivas. O plano da Embraer e da Boeing é reduzir ao máximo direitos e salários para, assim, garantirem mais lucros aos acionistas. Essa situação só vai piorar se não houver resistência dos trabalhadores.

O Sindicato enviou carta ao presidente da Embraer, Francisco Gomes, exigindo uma reunião de negociação sobre as horas paradas na greve. Na própria reunião no Ministério Público do Trabalho, no dia 27 de setembro, a Embraer se comprometeu a não agir com represália contra os trabalhadores. A resposta da Embraer ao pedido de reunião foi de recusa. Isso acontece pela terceira vez e demostra que a empresa não quer diálogo.

A Embraer aplicou o desconto da greve para tentar dividir os trabalhadores e levá-los a não cruzarem os braços mais uma vez. A empresa faz isso para te intimidar. Se você aceitar, saiba que a situação irá piorar. Tudo o que a Embraer quer agora é impor a retirada de direitos e rebaixar os salários, demitindo os mais velhos e contratando mais novos que receberão menos que a metade.

Nosso Sindicato já está entrando com uma ação civil pública na Justiça sobre o desconto arbitrário das horas da greve e cobrando multa por danos morais.

Diferente do Sindicato de Botucatu, o nosso resiste à retirada de direitos. Por quatro anos, o desconto do convênio médico foi congelado graças a uma ação do Sindicato. Nesses momentos, em que a empresa tenta prejudicar inclusive nossas famílias, temos de estar unidos. Quem estava na greve viu a força que éramos lá fora. Se não fosse a truculência policial, a greve teria continuado e sairíamos vitoriosos.

Mas isso ainda pode e deve acontecer! Vamos mostrar que os trabalhadores brasileiros que fazem aviões não vão se sujeitar a salários baixos e a trabalhar como motorista de aplicativo nas horas de folga. Não vamos aceitar retirada de direitos!


Participe das assembleias e tome as decisões que só cabem e afetam você!


#TamoJunto

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