Crime premeditado

Morte de miliciano ligado à família Bolsonaro levanta suspeita sobre queima de arquivo

Adriano era investigado por participar do esquema de corrupção no gabinete de Flavio Bolsonaro

| Atualizado em

Família Bolsonaro tinha ligações com Adriano
Família Bolsonaro tinha ligações com Adriano

A morte do miliciano Adriano de Nóbrega, na madrugada do domingo (9), levantou suspeitas sobre uma possível queima de arquivo. Ex-policial, Adriano possuía fortes ligações com o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente, inclusive no suposto esquema de “rachadinha” que movimentou de forma ilícita R$ 2,3 milhões.

Segundo investigações do Ministério Público (MP-RJ), Fabrício Queiroz,  ex-assessor de Flávio, usou contas bancárias de Adriano para lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Na época em que era deputado estadual, Flávio chegou a empregar em seu gabinete a esposa e a mãe de Adriano por indicação de Queiroz.

Flávio admirava tanto a figura do miliciano que chegou a homenageá-lo por duas vezes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O próprio Jair Bolsonaro, quando ainda era deputado federal, em 2005, defendeu Adriano no Congresso Nacional. Ele havia sido preso por suspeita de ter executado um flanelinha no Rio de Janeiro. 

Adriano também foi investigado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. No entanto, as investigações não tiveram continuidade. 

Foragido desde 2019, Adriano foi encontrado no município de Esplanada (BA), no sítio do vereador Gilsinho da Dedé, filiado ao PSL, ex-partido de Jair Bolsonaro. Segundo as autoridades, Adriano morreu em confronto com a polícia durante a operação.

Em entrevista, o advogado Paulo Emílio Catta Preta, defensor de Adriano, contou ter recebido uma ligação, na terça-feira (4), em que seu cliente dizia temer ser assassinado por “queima de arquivo”.

“Temos de pressionar as autoridades, inclusive o Ministério da Justiça, para que o caso seja esclarecido. Tudo indica que Adriano sabia demais. Suas ligações com a família Bolsonaro não podem ser simplesmente ignoradas”, afirma o vice-presidente do Sindicato Renato Almeida.


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