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Lutas - 28 de abril - Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho

 







Lembrar para não esquecer. Lutar para prevenir!

28 de abril é dia mundial em memória às vítimas de acidentes e doenças do trabalho. É uma data que deve ser marcada pela luta por justiça e em defesa dos direitos e da saúde do trabalhador.

É dia de lembrar dos trabalhadores que perderam suas vidas por conta do trabalho e da exploração capitalista. Em suma, é dia de lembrar para não esquecer, para que lutemos contra situações que ocorrem no interior das empresas, onde prevalece a lógica de que o lucro vale mais que a vida.

O 28 de abril surgiu no Canadá. A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, no ano de 1969. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), desde 2003, consagra este dia à reflexão sobre a segurança e saúde no trabalho.

Os números
Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgados em 2013, 2 milhões de pessoas morrem por ano por conta de doenças ocupacionais no mundo. Já o número de acidentes de trabalho fatais ao ano chegam a 321 mil. Neste panorama, a cada 15 segundos, um trabalhador morre por conta de uma doença relacionada ao trabalho.

Os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) colocam o Brasil como quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho. São números que representam uma verdadeira guerra contra os trabalhadores, fruto da ganância dos patrões e do descaso dos governos.

No Brasil, são quase 4 mil mortes anualmente em decorrência de acidentes de trabalho.

Esses são números de guerra. De uma guerra contra os trabalhadores, fruto da ganância dos patrões e do descaso dos governos capitalistas.

Realidade metalúrgica
Nas fábricas metalúrgicas da região, o quadro também é alarmante. Nos últimos anos, três metalúrgicos morreram vítimas de acidentes no trabalho.

Em 2009, o trabalhador da GM Aparecido Constantino, 42 anos, morreu após ter sido atingido por uma máquina de 700 kg, na área da Estamparia. Era sábado e Constantino também fazia hora extra sozinho.

Dois anos depois, a vítima fatal foi da Embraer. O monitor de montagem elétrica Vinícius Machado Mendes, 29 anos, teve o corpo esmagado por portas do hangar do setor F-220.

No ano de 2012, mais uma morte na GM. O operador Antonio Teodoro Pereira Filho, 59 anos, morreu prensado por dois equipamentos. O acidente ocorreu num sábado, durante hora extra, evidenciando os riscos da superexploração sobre os trabalhadores.

Além dos riscos de morte, os trabalhadores convivem diariamente com a pressão e as condições precárias de trabalho que causam acidentes e doenças, que já se tornaram uma epidemia.

A cada ano, aumenta o número de CATs (Comunicação de Acidentes de Trabalho) emitidas pelo Sindicato. Entre 2011 e 2012, as CATs da GM saltaram de 386 para 515. Este ano, já são mais de 190.

Enquanto isso, as empresas se recusam a emitir o documento e praticam forte assédio moral contra o trabalhador.

Basta de mortes e acidentes!
Todos os anos os números de acidentes e doenças crescem e fazem novas vítimas. É preciso lutar contra esse quadro, que é fruto da exploração a que os trabalhadores são submetidos e pela omissão do governo federal.

Só a organização e mobilização dos trabalhadores podem enfrentar esta realidade. Basta de mortes e acidentes! Lutar por saúde e segurança no trabalho, em defesa dos direitos e contra a exploração.


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