Metalúrgicos entregam pauta de reivindicações. Vamos lutar pelo que é nosso! Patrões arrancaram o couro dos trabalhadores e garantiram seus lucros. Nossa luta é por 17,45% e direitos
Trabalhadores em assembleia, na sede do Sindicato, aprovam pauta de reivindicações
A pauta de reivindicações da Campanha Salarial já está nas mãos dos patrões. Agora, é hora de irmos à luta para conquistarmos nossos direitos.
Na última sexta, dia 16, entregamos a pauta para todos os grupos patronais e as negociações devem começar nas próximas semanas, mas o calendário ainda não foi definido.
Vamos lutar por 17,45% de reajuste salarial, que inclui reposição da inflação mais 11,02% de aumento real. Também vamos exigir piso salarial de acordo com Dieese, equiparação salarial, redução da jornada para 36 horas sem redução salarial, licença-maternidade de 180 dias, creche e direito à organização no local de trabalho.
“Vamos construir uma campanha forte, que com unidade e mobilização, assim como no ano passado, vai fazer a diferença e garantir a conquista das nossas reivindicações", afirma o diretor do Sindicato, José Gonçalves Mendonça.
Política dos patrões é achatar piso salarial
Nessa Campanha Salarial, além do reajuste de 17,45%, a luta contra o achatamento vergonhoso do piso da categoria é uma de nossas principais discussões.
Para se ter uma ideia, o salário mínimo nacional - que já é absurdamente baixo - teve um crescimento de 93,7%, entre os anos de 2003 e 2009. Já o piso dos metalúrgicos cresceu apenas 47,35%. É isso mesmo! Se continuar nesse ritmo, em pouco tempo nosso piso salarial vai estar igual a um salário mínimo. Não podemos permitir esse abuso!
A Campanha Salarial será construída de forma a pegar de volta pelo menos boa parte do que nos foi arrancado com a superexploração nas linhas de produção. As fábricas ganharam muito às custas dos trabalhadores e agora terão de nos pagar em forma de aumento real de salário, além da reposição da inflação.
As montadoras, por exemplo, registraram um aumento de 19,1% na produção de veículos somente no 1º semestre deste ano.
Ou seja, as empresas exploraram mais e, portanto, terão de pagar mais!
Dissídio da Embraer é adiado
O julgamento do dissídio coletivo do setor aeronáutico, referente a Campanha Salarial 2009, que deveria ter ocorrido dia 14 de julho, foi mais uma vez adiado pelo TRT de Campinas.
Uma nova data ainda não foi definida, portanto, os trabalhadores têm de se mobilizar e pressionar a Embraer a colocar fim a este impasse e conceder aumento real de salário para os trabalhadores.
A mudança na data do julgamento ocorreu em função das férias de desembargadores do TRT, e isso só favorece os patrões.
“O diretor de produção Artur Coutinho disse que a Embraer vai recorrer se perder no TRT. É vergonhoso. Não podemos ficar esperando que a Justiça resolva o caso. Temos de ir à luta já”, afirma o diretor André Luiz Gonçalves.
Unidade para lutar e conquistar
Os sindicatos de São José, Campinas, Limeira e Santos fazem há 13 anos a Campanha Salarial de forma unificada que, baseada na mobilização dos trabalhadores, tem garantido grandes conquistas.
Fazemos um chamado aos sindicatos da CUT e da Força Sindical para que também se somem a essa campanha. Podemos organizar a luta com unidade e fazer uma grande campanha salarial dos metalúrgicos para, juntos, arrancarmos o maior aumento real dos últimos anos.
A CUT e a Força não podem cometer o mesmo erro do ano passado, quando fecharam acordos rebaixados e prejudicaram toda a categoria.
SINDICATO DOS METALÚRGICOS
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, CAÇAPAVA, JACAREÍ, SANTA
BRANCA E IGARATÁ
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