Com grana do patrão, candidatos vão gastar R$ 427 mi em campanhas Com mesmos projetos, Serra, Dilma e Marina vão fazer campanhas milionárias
Os candidatos à Presidência José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) vão gastar na campanha eleitoral nada menos que R$ 427 milhões juntos.
A montanha de dinheiro consta na previsão de gastos entregue, no início do mês, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
É muita grana, que os candidatos dos grandes partidos recebem como “doações” de empresários e banqueiros. Acontece que nada é dado de “mão beijada”. Após a eleição, os doadores recebem o pagamento: contratos polpudos com o governo, informações privilegiadas e benefícios de todo o tipo.
Um exemplo é o governo Lula. De 2002 a 2004, os bancos aumentaram em cerca de 1.000% suas doações aos caixas do PT nacional e paulista. Não é por acaso que também é o setor que mais lucrou durante o governo petista.
Vale lembrar ainda a generosa ajuda de R$ 300 bilhões dada pelo governo às empresas na crise. É o velho toma-lá-dá-cá!
“A farsa da eleição é que os empresários financiam seus candidatos e depois, com eles no poder, cobram cada centavo. A corrupção já nasce aí”, disse o diretor Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.
O PSTU, do candidato à Presidência Zé Maria de Almeida, não aceita doação de empresário.
O valor máximo previsto para ser gasto na campanha de Zé Maria é de R$ 300 mil, valor mais de mil vezes menor do que a soma dos caixas dos candidatos a presidente do PSDB, PT e PV.
“Nosso partido faz campanhas de arrecadação com os trabalhadores. Não aceitamos quantias vindas de empresários, porque, como diz o ditado: quem paga, manda”, disse Zé Maria, que esteve em São José na última semana.
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