
Casos escancaram violência e machismo

Dois casos de violência contra a mulher chocaram o Brasil recentemente: a morte da advogada Mércia Nakashima e o desaparecimento da ex-namorada do goleiro Bruno, Eliza Samúdio.
Nos dois crimes, ficou evidente a terrível face do machismo, com a opressão masculina manifestada por meio da violência, ciúme doentio e sentimento de propriedade.
O ex-goleiro do Flamengo, mesmo antes do desaparecimento de Eliza, mostrou o quanto é covarde. Para defender o colega de time Adriano, que teria agredido a noiva durante uma briga, declarou: “Quem nunca saiu na mão com uma mulher?”
O governo, nestes crimes, é cúmplice. A mulher não tem amparo para denunciar seus agressores. O exemplo de Eliza é claro: em 2009, ela foi à delegacia denunciar Bruno, mas, como se sabe, nada foi feito.
Agora, a polícia faz um verdadeiro circo, para que delegados e policiais apareçam o quanto mais. O grande problema é que a violência contra a mulher, escancarada nos casos Eliza e Mércia, ocorre diariamente, vitimando milhões de mulheres em todo o país. São vítimas que não aparecem na TV.
Essa violência é alimentada por aspectos como a dependência financeira do marido, a exploração e os baixos salários, o número reduzido de delegacias da Mulher e a falta de casas abrigo e de creches.
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