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Grevistas demitidos da Embraer 20/08/2012 | 10:03

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Ato na sexta terá pedido de perdão do País a anistiados

Trabalhadores perderam seus empregos e foram perseguidos pelo regime militar

O Estado brasileiro vai pedir perdão, no próximo dia 24, aos 125 ex-funcionários da Embraer, anistiados pelo Ministério da Justiça. Todos eles foram demitidos após as greves de 83, 84 e 88 e perseguidos pela Ditadura Militar. A cerimônia acontecerá no auditório da Univap, às 19h, em São José dos Campos.

Os trabalhadores receberão a portaria simbólica que reconhece o direito de anistiados, pelas mãos do secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão. As portarias foram publicadas, no dia 30 de maio, no Diário Oficial da União.

A decisão de anistiar os trabalhadores da Embraer e conceder reparação econômica foi baseada na lei 10.559, que concede anistia política aos trabalhadores, militantes e ativistas que foram perseguidos no período entre 1946 e outubro de 1988. O processo para concessão de anistia foi ajuizado pela Abap (Associação Brasileira de Anistiados Políticos).

Os trabalhadores receberão uma espécie de pensão vitalícia, chamada de Prestação Mensal Permanente Continuada. Em média, cada um dos 125 anistiados receberá prestações de R$ 2 mil. Eles também terão direito a uma indenização referente ao período retroativo. O pagamento começou a ser feito este mês.

Protesto contra a ditadura
As três greves que motivaram a demissão desses 125 trabalhadores na década de 80 foram deflagradas como forma de protesto contra o regime militar que comandava o país. Os trabalhadores também reivindicavam redução da jornada e equiparação salarial.

Um dos anistiados, Getúlio Guedes, fundador da Abap, se lembra do dia em que foi demitido, em 24 de agosto de 1984. Antes da demissão, ele e outros trabalhadores foram interrogados pelo Ministério da Aeronáutica e pelo DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), instrumento de repressão do regime militar.

Além de perderem seus empregos, esses trabalhadores passaram a ter a vida monitorada pelo DOI-CODI e pelo SNI (Serviço Nacional de Informações).

Cristiane Maia de Faria, representante das viúvas dos anistiados, lembra das dificuldades:

“Com a demissão, a saúde de meu marido começou a se deteriorar. Em função da lista com os nomes dos grevistas ele não conseguia emprego, perdemos nossa casa, chegamos ao fundo do poço. Dependíamos da ajuda do sindicato até para comer”.

“O pedido de perdão representa a reparação de uma grande injustiça cometida contra esses companheiros, que foram punidos simplesmente porque lutavam por seus direitos”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

Ato da Convergência Socialista
No mesmo dia do pedido de perdão aos trabalhadores da Embraer, o movimento Convergência Socialista vai realizar um ato, na Sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, às 16h, para fortalecer a luta dos trabalhadores que também buscam a anistia, mas que ainda não a alcançaram. 

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