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Demitidos pela GM 16/08/2012 | 16:31

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Sindicato leva solidariedade a colombianos em greve de fome

Diretores vão até Bogotá demonstrar apoio à mobilização contra montadora

Dirigentes do Sindicato viajam, nesta sexta-feira, dia 17, a Bogotá, onde se encontrarão com o grupo de trabalhadores colombianos que fazem greve de fome, desde o final do mês passado, em protesto à iniciativa da General Motors de demitir operários com doenças adquiridas no trabalho.

Como parte do protesto, sete metalúrgicos colombianos costuraram os próprios lábios. Nesta semana, o abatimento dos grevistas tornou-se mais evidente. O grupo teve de receber auxílio médico e recebeu soro em suas veias.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Herbert Claros da Silva, e o diretor Renato de Almeida, trabalhador da GM em São José, devem visitar o acampamento, em frente à embaixada dos Estados Unidos na capital colombiana, onde está o grupo de 12 manifestantes -- todos eles demitidos pela GM Colmotores (subsidiária da companhia na Colômbia).

A visita dos dirigentes do Sindicato (filiado à CSP-Conlutas) terá caráter de solidariedade à luta travada contra os ataques da montadora e pela reabertura das negociações, encerradas arbitrariamente pela empresa.

Protesto acontece há mais de um ano
O protesto em Bogotá é organizado pela Asotrecol, associação que reúne trabalhadores e ex-trabalhadores que adquiriram doenças na GM. O acampamento está montado em frente à Embaixada norte-americana há mais de um ano.

Jorge Alberto Parra Andrade, 35 anos, trabalhou por nove anos na GM, como soldador e técnico mecânico. Devido à função que desempenhava, adquiriu hérnia de disco, síndrome do túnel do carpo e outros problemas na coluna, passou por três cirurgias e, mesmo assim, foi demitido.

Segundo Parra, que hoje é presidente da Asotrecol, as graves doenças adquiridas pelos trabalhadores demitidos os impedem até mesmo de conseguir outros trabalhos.

"Nossas enfermidades nos deixaram sem trabalho, sem assistência médica e sem condições de sustentar nossas famílias. E a GM mantém a postura de não nos recompensar pelo dano que causou em nossas vidas", afirmou ele, que também faz greve de fome e chegou a ter os lábios costurados.

"A GM nos oferece duas alternativas: morrer de fome devido à falta de emprego ou morrer lutando. Por isso, este nosso protesto extremo é a nossa última alternativa", completou.

Solidariedade Internacional
Na última quarta-feira, a ONG Witness of Peace já havia estado com os colombianos.

No mesmo dia, em pelo menos cinco estados norte-americanos, ativistas entregaram cartas nas concessionárias da GM pedindo respeito aos direitos dos trabalhadores. Além disso, sindicalistas protestaram em frente à sede da montadora, em Detroit, reivindicando que a empresa atenda os trabalhadores colombianos.

A ação da GM não acontece apenas na Colômbia. No Brasil, a companhia demitiu vários trabalhadores com doenças ocupacionais, entre o final de 2011 e começo de 2012, em sua unidade em São José dos Campos. A demissão arbitrária ocorreu mesmo com a garantia de estabilidade, prevista na Convenção Coletiva da categoria, que veta a dispensa de companheiros lesionados.

Centenas de metalúrgicos foram afetados e, nos últimos meses, ações na Justiça têm conseguido garantir o retorno à fábrica de alguns demitidos.

Informações direto da Colômbia serão publicadas no Tumblr especial desta cobertura (CLIQUE AQUI) e no Twitter e Facebook do próprio Sindicato.

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