Os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos, que promovem Campanha Salarial Unificada, começam a entregar, nesta terça-feira, dia 7, as pautas de reivindicações aos vários segmentos patronais.
Uma delegação dos sindicatos vai à sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista, para protocolar a pauta dos metalúrgicos, que inclui itens como reposição da inflação, aumento real de salário e melhoria nas cláusulas sociais.
A data-base para toda categoria é setembro.
As negociações da Campanha Salarial ocorrem dentro de grupos patronais, segundo o ramo de atividade. Entre os segmentos metalúrgicos que receberão a pauta nesta terça estão trefilação, refrigeração, eletroeletrônico, aeronáutico e máquinas.
Apenas os setores montadoras e autopeças têm entrega da pauta prevista para quarta-feira, dia 8.
Aumento real de salário
O índice de reajuste salarial reivindicado nesta Campanha é de 12,86% (5,01% de inflação mais 7,48% de aumento real). Este percentual foi calculado com base na previsão de inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do período de setembro de 2011 a agosto de 2012, somado ao índice de produtividade dos setores patronais nos últimos 12 meses, que foi de 7,48%.
Um dos eixos centrais da campanha deste ano é a elevação do piso salarial da categoria, para que fique mais próximo ao salário mínimo necessário calculado pelo Dieese, em torno de R$ 2,5 mil.
Outro ponto forte da pauta é a luta pela liberdade de organização no local de trabalho, pelo direito a eleger delegados sindicais. Também serão reivindicadas as chamadas cláusulas sociais, que incluem questões como acesso à creche, licença-paternidade e liberdade para atuação de cipeiros dentro da fábrica. Ao todo, são mais 150 cláusulas.
Mais uma vez, os metalúrgicos de São José, Campinas, Santos e Limeira realizarão a campanha unificada. O índice de reajuste foi construído em conjunto pelos quatro sindicatos no Seminário realizado no último dia 25 e aprovado em assembleias. Juntos, esses sindicatos representam cerca de 150 mil trabalhadores.


