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General Motors 12/07/2012 | 17:10

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Sindicato leva para Brasília discussão sobre demissões

Sindicato já protocolou aviso de greve. Produção pode parar a partir de segunda-feira

 As discussões sobre a ameaça de demissão em massa na General Motors, em São José dos Campos, serão levadas para a Secretaria Geral da Presidência da República, no próximo dia 17, em Brasília. Em reunião realizada nesta quinta-feira, dia 12, com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Secretaria Nacional de Relações do Trabalho, a GM evitou se comprometer com a pauta de reivindicações dos trabalhadores.

Na reunião, ocorrida na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em São Paulo, a GM insistiu no argumento de que o mercado é que irá definir o futuro da planta. O fechamento do MVA faz parte da política de reestruturação produtiva adotada pela General Motors em todo o mundo, mas que vem sendo duramente combatida pelos trabalhadores de São José dos Campos.

Com o iminente fechamento do MVA, devem ser demitidos cerca de 1.500 trabalhadores. Hoje saiu de linha o Zafira, um dos modelos produzidos pelo MVA.

As demissões representam o descumprimento do acordo firmado pelas montadoras com o Governo Federal. Quando foi anunciado o pacote de incentivos fiscais para o setor, o Ministério da Fazenda determinou que as indústrias beneficiadas não poderiam demitir.

Diante da recusa da GM em atender às reivindicações dos metalúrgicos, as mobilizações devem ser intensificadas a partir de segunda-feira, dia 16. Os trabalhadores já estão em estado de greve.

Hoje houve a paralisação de duas horas na produção. O aviso de greve já foi protocolado pelo Sindicato na GM pela manhã. Isto significa que, dentro de 48 horas, os trabalhadores podem cruzar os braços.

O Sindicato defende a manutenção dos postos de trabalho e que o Governo Federal cobre da GM um compromisso social com os trabalhadores e com a cidade de São José dos Campos e não faça as demissões.

O Sindicato foi representado pelo presidente Antonio Ferreira de Barros, o secretário-geral Luiz Carlos Prates, o coordenador da CSP-Conlutas, José Maria de Almeida, e pelo presidente municipal do PSTU, Antonio Donizete Ferreira. 

Sem redução de IPI
Ao secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias Nascimento Melo, o Sindicato apresentou a reivindicação de que o Governo Federal intervenha a favor dos trabalhadores e caso a empresa continue demitindo exclua a GM da redução de IPI.

Uma nova reunião para a próxima terça-feira, dia 17, já está agendada com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em Brasília. No dia seguinte, os metalúrgicos realizam uma manifestação em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto.

Uma outra reunião deve acontecer nos dias 20 ou 25, com a Prefeitura de São José dos Campos, Secretaria Nacional de Relações do Trabalho, Superintendência Estadual do Ministério do Trabalho, Secretaria Estadual de Relações do Trabalho e Ciesp/Fiesp.

“Embora a GM afirme que está aberta a negociações, o que percebemos na reunião é que não há qualquer intenção em atender as reivindicações da categoria. A recusa em garantir estabilidade aos trabalhadores pode levar à paralisação”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

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