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GM 05/07/2012 | 10:40

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Metalúrgicos realizam passeata contra ameaça de demissões

Cerca de 2.500 trabalhadores percorreram a Avenida General Motors

Cerca de 2.500 trabalhadores da General Motors, em São José dos Campos, realizaram uma passeata na manhã desta quinta-feira, dia 5, em protesto contra a ameaça de demissão em massa na montadora. O manifesto faz parte da Campanha em Defesa do Emprego na GM, que tem como slogan “SOS Emprego – A GM não pode virar as costas para São José”.

A manifestação começou às 5h20, na Avenida General Motors (marginal da via Dutra), e terminou às 6h10, no bolsão de estacionamento da montadora. Com faixas e bandeiras, a manifestação exigia a manutenção dos empregos e investimentos na fábrica de São José dos Campos. Os trabalhadores também criticavam a redução do IPI concedido pelo governo federal às montadoras: “IPI Reduzido, emprego perdido”, dizia uma das faixas.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos está à frente da campanha e já conseguiu agendar, para o próximo dia 17, uma reunião com o ministro do Trabalho, Brizola Neto, para discutir sobre a iminência do fechamento do setor MVA, onde trabalham 1.500 funcionários. O setor é responsável pela fabricação do Meriva, Zafira, Corsa e Classic.

O manifesto de hoje é o primeiro de uma série de atividades programadas para chamar a atenção da sociedade sobre o risco de demissão em massa na GM. Nos próximos dias devem acontecer novas manifestações, incluindo uma caravana para Brasília, um ato nacional entre diferentes sindicatos e centrais sindicais e atos em frente a concessionárias Chevrolet.

“Não vamos permitir que a GM continue com seu projeto para demitir 1.500 trabalhadores. O setor automotivo não tem motivos para reclamar. As vendas estão em alta, o setor é o maior beneficiado pelo pacote de incentivos do governo federal e, mesmo assim, a política de demissões continua”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

O secretário geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, ressaltou a necessidade de se cobrar do governo federal que interfira no projeto de demissão em massa da GM e garanta estabilidade para todos os trabalhadores.

“A empresa não pode receber milhões em benefícios fiscais e, ainda assim, demitir. O governo federal tem a obrigação de tomar uma medida imediata para impedir que a GM concretize as demissões. Os metalúrgicos estão se mobilizando e vão intensificar ainda mais essa luta para pressionar governos e montadora. Só com a luta dos trabalhadores será possível virar esse jogo e cobrar que a GM assuma seu compromisso social com a cidade e a classe trabalhadora”, afirma Mancha.

PDV
O PDV encerrado segunda-feira, dia 2, atingiu 170 trabalhadores. Com isso, somam-se 356 funcionários demitidos em um mês. No primeiro PDV, encerrado dia 15, foram demitidos 186 trabalhadores.

O programa faz parte dos planos da GM em enxugar a mão de obra na fábrica de São José dos Campos. Em reunião com o Sindicato, no dia 29, a direção da GM afirmou que reduzirá ainda mais a produção do setor MVA.

A exemplo do que fez nos Estados Unidos e está fazendo na Europa, a montadora pretende tomar medidas drásticas para enxugar a mão de obra. Desde o dia 18 de junho, o MVA vem operando sem o segundo turno.

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