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Montadoras 04/07/2012 | 17:32

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Com ajuda do governo, venda de carros bate recorde em junho

Enquanto aumentam seus lucros, montadoras ampliam plano de demissões

A venda de carros teve, em junho, o terceiro melhor resultado da história. Graças às medidas adotadas pelo governo, como redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e facilidades nos planos de financiamento, foram vendidos 353,2 mil veículos. O resultado é 22,8% superior ao do mês de maio, e 16% maior que registrado no mesmo período do ano passado.

A redução de IPI, decretada pelo governo em 22 de maio, deve durar até agosto. Até lá, as vendas devem continuar aquecidas. Desde o início da crise econômica internacional, em 2008, o governo federal já lançou mão de sucessivos pacotes de isenção de impostos, num total de R$ 26 bilhões concedidos ao setor automotivo.

As montadoras também não podem reclamar dos preços dos carros vendidos no mercado nacional. Mesmo se fossem descontados todos os impostos que incidem sobre o produto final, ainda assim, eles seriam mais caros que no mercado internacional. O Chevrolet Malibu, por exemplo, que no Brasil custa R$ 99.900, sairia por R$ 67.176 se descontados IPI, ICMS e PIS/Cofins. Nos Estados Unidos, o mesmo sairia por R$ 43.300, incluindo os impostos locais. Isso dá uma grande margem de lucro para as multinacionais instaladas no Brasil.

Ainda assim, empregos ameaçados

Os números demonstram que as montadoras não têm motivos para demitir. Mesmo assim, a GM de São José dos Campos ameaça dispensar 1.500 trabalhadores, com o fechamento do setor MVA, e a Volks de Taubaté abriu PDV (Plano de Demissão Voluntária).

O fato é que a produção e venda de carros no Brasil é garantia lucro certo, mas a prática das multinacionais não é a de investir os recursos no país. Nos últimos três anos, as montadoras já mandaram mais de US$ 14,6 bilhões para as matrizes do exterior. O investimento desse dinheiro no mercado nacional representaria a manutenção dos postos de trabalho que estão sendo fechados, e a criação de muitos outros.

Os governos federal, estadual e municipal também têm suas responsabilidades, pois concedem milhões de dinheiro público em subsídios e financiamento para que os fabricantes mantenham seus negócios lucrativos, sem colocar nenhuma condição para que os empregos sejam preservados. Diante de tantas ameaças aos trabalhadores, o mínimo que eles poderiam fazer é se posicionar publicamente contra as demissões.

“Esperamos, sinceramente, que os governos tomem uma posição. Nós vamos intensificar as mobilizações e resistir contra a ameaça de demissão da GM. Vamos buscar apoio em toda a sociedade e organizações para que se somem a essa luta em defesa do emprego”
, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e região, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
 

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