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Empregos 29/06/2012 | 18:58

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GM prepara demissão em massa em São José dos Campos

A partir da próxima semana, Sindicato intensificará mobilizações em defesa do emprego

A General Motors afirmou, nesta sexta-feira, dia 29, em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que reduzirá ainda mais a produção do setor MVA, onde são fabricados os modelos Corsa, Classic, Meriva e Zafira, e que, neste momento, não haverá novos investimentos na fábrica. A redução da produção, segundo a GM, resultará em medidas drásticas em relação à mão de obra excedente.

Para o Sindicato, está clara a intenção da montadora em realizar demissão em massa na fábrica. O MVA reúne hoje cerca de 1.500 trabalhadores. Desde o dia 18 de junho, o setor já vem trabalhando com um turno a menos.

Uma reunião para discutir o assunto deve acontecer, no dia 23 de julho, entre a montadora, o Ministério do Trabalho, Secretaria Estadual de Trabalho, Prefeitura e Sindicato. O próprio diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, se comprometeu a agendar a reunião com os representantes dos governos federal, estadual e municipal. A confirmação será feita na próxima semana.

Diante da iminência das demissões, o Sindicato intensifica, a partir de segunda-feira, dia 2, a Campanha em Defesa do Emprego na GM. Será realizada uma série de atividades, inclusive com mobilizações, para chamar a atenção da sociedade e exigir que o poder público interfira e evite as demissões.

Na segunda-feira, termina o PDV (Programa de Demissões Voluntárias) aberto pela GM no dia 22. A montadora afirmou, para o Sindicato, que não pretende prolongar o PDV, mas não informou qual é a meta pretendida ou quantos trabalhadores já aderiram. No primeiro PDV, que ficou aberto entre os dias 5 e 15 de junho, houve a adesão de 186 trabalhadores.

Se o fechamento do MVA for concretizado, a fábrica passará a produzir apenas a pick-up S10, além de kits de exportação, motores e transmissões. Hoje a planta emprega cerca de 7.500 funcionários.

Na reunião de hoje, o Sindicato cobrou abertura de negociação da pauta de reivindicações, que inclui a produção integral do Classic em São José dos Campos, nacionalização dos carros importados, fim das demissões, manutenção dos postos de trabalho e volta da produção de caminhões na planta.

Sindicato já havia dado o alerta
No dia 30 de maio, o Sindicato reuniu-se com o ministro do Trabalho, Brizola Neto, e reivindicou que o Governo Federal tomasse iniciativas para evitar futuras demissões na GM de São José dos Campos.

Há uma semana, o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, reuniu-se com o secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos, Ricardo Dinelli, e com o secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa. O Sindicato voltou a cobrar que a Prefeitura se posicionasse diante das demissões que vêm ocorrendo na GM e interceda para que o governador Geraldo Alckmin receba o sindicato.

Na ocasião, o secretário Dinelli afirmou que não iria se manifestar sobre as demissões e que não queria envolver o governo do estado no assunto. Ele afirmou ainda que só se manifestaria em caso de demissão em massa.

“O poder público não pode mais adiar essa discussão. As medidas para evitar as demissões são urgentes. O Sindicato e a CSP-Conlutas vão realizar, junto com os trabalhadores, uma forte campanha em favor do emprego. Não vamos aceitar demissão em massa aqui”, afirma Macapá.

Montadoras são beneficiadas com incentivos fiscais
Assim como todo setor automotivo, a General Motors vem sendo beneficiada com o pacote de incentivos fiscais adotado pelo governo federal. Desde a redução de IPI, as vendas do setor voltaram a crescer significativamente. Somente na primeira quinzena de junho houve um crescimento nas vendas de 18,54%.

“Não vamos admitir que a empresa faça caixa com as isenções para pagar uma demissão em massa. O Governo Federal tem a obrigação de interferir nesse caso e exigir da GM a manutenção dos postos de trabalho e estabilidade no emprego para todos os trabalhadores”, conclui Macapá.

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