Após 12 dias em greve, os trabalhadores decidiram retornar à fábrica na próxima segunda-feira, dia 2. Pressionada pela mobilização, a empresa se comprometeu a regularizar o pagamento do convênio médico. Os dias parados não serão descontados.
A Sadefem fechou acordo com os trabalhadores, que aprovaram a venda de um torno para que o dinheiro fosse utilizado no pagamento da dívida. Caso a empresa não cumpra o prometido, a greve será retomada terça-feira.
A empresa está em dívida com o plano de saúde e, por isso, os trabalhadores e suas famílias estão sem assistência médica. Um dos funcionários, que está com graves problemas de saúde, já acumulou uma dívida de R$ 45 mil em tratamentos por estar com o convênio em situação irregular.
A greve começou no dia 18 de junho. (veja aqui vídeo com reportagem exibida pela TV Vanguarda)
Esta semana, o Ministério Público do Trabalho (MPT), em mesa redonda, propôs que a Sadefem mantenha uma verba fixa mensal para pagamento do convênio médico. A empresa tem dez dias para responder ao MPT.
A situação na Sadefem já vem se arrastando há meses, com constantes atrasos nos pagamentos de salários, convênio médico, depósitos de FGTS e INSS, apesar de acordos assinados com os funcionários.
Com os calotes, os trabalhadores têm realizado repetidas mobilizações para garantir seus direitos. Somente este ano, foram, pelo menos, dez paralisações.
"É importante ressaltar que a greve está suspensa, e não encerrada. O histórico de calotes e descumprimento de acordos não permite que os trabalhadores acreditem nos compromissos assumidos pela Sadefem. Se mais uma vez ela quebrar o acordo, voltaremos a cruzar os braços", afirma o diretor do Sindicato Nilson Ferreira Leite.


