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Em defesa do emprego 27/06/2012 | 10:36

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Metalúrgicos da GM atrasam produção em duas horas

Trabalhadores aprovam Campanha em Defesa do Emprego

Os metalúrgicos da General Motors, em São José dos Campos, atrasaram a produção do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) em duas horas, nesta quarta-feira, dia 27, para dar início à Campanha em Defesa do Emprego na GM. A mobilização foi em resposta à ameaça de fechamento do MVA, setor responsável pela produção dos veículos Corsa, Classic, Zafira e Meriva e que hoje emprega cerca de 1.500 trabalhadores.

Há uma semana, a GM fechou o segundo turno do MVA e reabriu o PDV (Programa de Demissão Voluntária), que havia terminado no dia 15 com 186 adesões. Agora, um novo PDV foi aberto e se estende até 2 de julho.

Em uma apresentação no Simpósio de Manufatura Automotiva, realizado segunda-feira, dia 25, em São Paulo, o vice-presidente de manufatura da GM América do Sul, José Eugênio Pinheiro, afirmou que a empresa pretende “localizar os novos produtos em plantas mais competitivas”, referindo-se a falta de investimentos na fábrica de São José dos Campos. Ele afirmou ainda que a “tendência natural é de enxugamento da mão de obra”.

A GM em São José dos Campos, entretanto, tem plena capacidade para receber novas linhas. O Sindicato dos Metalúrgicos já propôs à montadora que passe a produzir 100% do Classic na planta da cidade. Hoje, parte da produção do Classic está localizada em São Caetano do Sul e em Rosário, na Argentina.

Se a GM adotasse a proposta do Sindicato, o MVA poderia voltar a produzir em dois turnos, sem que fosse necessário qualquer novo investimento. No dia 18 de junho, o MVA perdeu o segundo turno e os trabalhadores foram transferidos para o setor S10, onde é produzida a pick-up.

Na próxima sexta-feira, dia 29, o Sindicato reúne-se com a GM para discutir sobre a situação dos trabalhadores do MVA e os planos da empresa para a fábrica de São José dos Campos.

Campanha em Defesa do Emprego

Na assembleia de hoje, que reuniu cerca de 3,8 mil trabalhadores do MVA e S10, os metalúrgicos aprovaram a mobilização contra o fechamento do MVA, pela manutenção dos postos de trabalho e pela produção integral do Classic na fábrica de São José dos Campos. Durante a paralisação, deixaram de ser produzidos 60 veículos.

O Sindicato a e CSP-Conlutas iniciam uma Campanha Nacional em Defesa do Emprego na GM. O Sindicato pretende chamar a atenção de toda a sociedade para o problema enfrentado hoje pelos trabalhadores.

“Vamos convocar outros sindicatos para se unirem à nossa luta, mas vamos chamar também os governos federal, estadual e municipal para que intercedam a favor dos trabalhadores. Queremos realizar uma audiência no Senado e retomar as discussões com o Ministério do Trabalho para que o governo impeça a empresa de realizar demissão em massa. Não vamos aceitar que a GM demita, mesmo depois de ser beneficiada com as reduções fiscais concedidas pelo governo. O dinheiro que o governo deixou de arrecadar com a redução do IPI poderia ser usado em benefício do povo, com investimentos em educação e saúde, por exemplo”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

O Sindicato pretende chamar o Ministério do Trabalho e a Prefeitura para uma reunião conjunta com a GM.

“O fechamento do MVA faz parte da política mundial de reestruturação produtiva adotada pela GM. Em todo o mundo, a empresa vem fechando fábricas, demitindo trabalhadores e reduzindo direitos. Não vamos permitir que essa política ganhe força na fábrica de São José dos Campos. É importante compreender que a luta é possível e que aqui vai haver resistência”, conclui Macapá.

Na assembleia, os trabalhadores também aprovaram uma moção de solidariedade aos metalúrgicos da Opel na Europa. Amanhã, 28, é o Dia Europeu contra o fechamento das fábricas da Opel (do grupo GM) e PSA (Peugeot), onde trabalhadores correm o risco de perderem seus empregos. Manifestações acontecerão principalmente em Paris (França) e Bochum (Alemanha).

 

 

 

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