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Em defesa do emprego 14/06/2012 | 17:06

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Metalúrgicos exigem abertura de negociação com GM

Reivindicação foi aprovada em assembleia, nesta quinta-feira, pelos trabalhadores

Os metalúrgicos da General Motors decidiram, em assembleia, nesta quinta-feira, dia 14, exigir que a empresa abra imediatamente negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Nesta sexta-feira, dia 15, encerra-se o Programa de Demissão Voluntária aberto pela montadora.

Esta semana, a produção de veículos do setor MVA foi reduzida no primeiro e segundo turno. Esta redução gerou preocupação entre os trabalhadores. Até segunda feira, o primeiro turno do MVA produzia 46 veículos por hora; desde terça-feira passou a produzir 29. No segundo turno, a redução foi de 22 para 17. A capacidade do setor é de 54 carros por hora.

A GM já havia anunciado ao Ministério do Trabalho a sua intenção de diminuir a produção no setor, que é responsável pela produção do Corsa, Zafira e Meriva.

Parte da mão de obra do MVA foi transferida para o setor de produção da pick-up S10. A partir de segunda-feira, dia 18, o setor S10 ganha um terceiro turno para atender à demanda do mercado. O novo turno foi uma das reivindicações apresentadas pelo Sindicato à montadora como forma de reduzir as horas extras e gerar novos postos de trabalho.

Amanhã, o Sindicato vai formalizar na GM o pedido de reunião imediata para que a empresa esclareça seus planos para a planta de São José dos Campos e receba as reivindicações dos metalúrgicos.

“A GM não pode simplesmente se calar diante de tudo o que está acontecendo. Ela tem a obrigação de dar uma satisfação aos trabalhadores. Mesmo com a redução da produção no MVA não há motivos para demissões”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros.

A pauta de reivindicações aprovada na assembleia de hoje inclui:
- abertura imediata de negociações entre GM e Sindicato;
- nenhuma demissão após o PDV;
- estabilidade no emprego;
- produção de 100% do Classic em São José dos Campos.
- nacionalização da produção dos veículos importados pela GM;
- volta da fabricação dos caminhões na planta de São José dos Campos.

Em defesa do emprego
O Sindicato lançou uma ofensiva junto ao poder público para evitar demissões na General Motors. A entidade já se reuniu com o ministro do Trabalho, Brizola Neto, e enviou pedido de reunião em caráter de emergência com o governador Geraldo Alckmin. Em maio, o Sindicato reuniu-se com o prefeito Eduardo Cury também para cobrar uma postura em favor dos trabalhadores da GM.

“Vamos continuar exigindo que o governo – seja na esfera federal, estadual ou municipal – intervenha junto à GM para que cessem as demissões. Não podemos admitir que, depois de ter sido beneficiada com isenções de impostos, a montadora continue com seu programa de demissões”, conclui Antonio.

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