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Solidariedade 30/05/2012 | 15:50

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Sindicato vota apoio à greve da educação federal

Diretoria vota também apoio à greve da construção civil de Fortaleza

A diretoria executiva do Sindicato votou nesta segunda-feira, dia 28, uma moção de apoio à greve dos docentes que já atinge 48 instituições federais de ensino do país, sendo 44 universidades federais.

A categoria está em greve desde o último dia 17 de maio. Fruto da implementação do REUNI, as universidades federais passaram por um processo de expansão que não veio acompanhado dos recursos necessários e agora acumulam-se diversos problemas. Falta assistência estudantil (bolsas, restaurantes universitários, moradias, creches universitárias), professores efetivos, estrutura física e novos prédios, segurança nos campus, etc.

Já os trabalhadores das universidades enfrentam muita sobrecarga de trabalho, com salas de aula superlotadas, professor efetivo contratado como temporário, escassez das bolsas de pesquisa e extensão, aumento médio de até 40% do número de horas-aula e a falta de um plano de carreira digno.

Nesta segunda, cerca de 300 docentes se reuniram em frente ao Ministério do Planejamento para protestar contra a suspensão da primeira reunião, que aconteceria nesta segunda, e contra a postura do governo federal, que tenta desarticular o movimento e se recusa a negociar desde o início da greve.

Nesta terça-feira, dia 29, cerca de dois mil estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovaram apoio à greve dos professores e adesão à paralisação. Esta é a 19ª universidade em que os estudantes entraram em greve em solidariedade aos professores.

Nos últimos dois anos, o governo Dilma cortou quase R$ 5 bilhões da educação. Ao mesmo tempo, apresentou o novo Plano Nacional da Educação que propõe apenas 7% do PIB para 2020.

“Só a aliança de todos os trabalhadores e estudantes podem barrar os ataques neoliberais à educação. Nossa categoria foi parte ativa do Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação. Essa luta também é nossa!”, diz um trecho da moção aprovada pela diretoria.

Na semana passada, estudantes da Califórnia também aprovaram uma moção de solidariedade durante a 1ª Conferência Estadual Estudantil. “Gostaríamos de estender nossa total solidariedade aos professores do Brasil e dizer que eles não estão sozinhos nessa luta, pois os ataques à educação ocorrem em escala internacional”, diz um trecho da mensagem.

Construção Civil
A diretoria executiva do Sindicato também aprovou uma moção de apoio à greve dos trabalhadores da construção civil de Fortaleza, que completa 23 dias nesta quarta-feira, dia 30.

Após enfrentar a intransigência dos patrões e uma campanha de criminalização do movimento, levada a cabo pelos órgãos de imprensa do estado, a greve está próxima de seu fim, com o fechamento do acordo da Convenção Coletiva de Trabalho de 2012. Os operários já concordaram com o reajuste de 8% e cesta básica de R$ 50, entre outras conquistas.

O que impede o fim das negociações agora é o desconto dos dias parados. Enquanto os trabalhadores queriam que esses dias fossem negociados entre os trabalhadores e as empresas, o sindicato patronal quer empurrar outra proposta.

Leia abaixo, em documentos anexos, a íntegra da moção de apoio à greve nas instituições federais e a nota do Sindicato da Construção Civil de Fortaleza.

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