Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Voltar para Página Inicial

Imprensa / Últimas Notícias

Incentivos fiscais 23/05/2012 | 16:53

  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • RSS
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Governo anuncia mais um pacote de ajuda aos patrões

Desta vez, o socorro vai custar mais R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos

Pouco menos de dois meses depois de divulgar um pacote de socorro às indústrias, a presidente Dilma Rousseff anunciou, esta semana, novas medidas que custarão R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos. Em abril, um outro pacote custou R$ 60 bilhões.

No pacote da semana, novamente o governo joga com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, como fez em 2009, no auge da crise financeira. O governo argumenta que a medida visa ajudar as montadoras a reduzirem seus estoques, que estariam lotados.

A redução do IPI vale até o final de agosto. O pacote também inclui a redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos empréstimos para pessoas físicas, que cai de 2,5% para 1,5%.

Para chegar a este pacote de “bondades”, o ministro Guido Mantega negociou com as montadoras e banqueiros – grandes beneficiados pelas medidas. “Eu confio na indústria automotiva e nos bancos”, afirmou Mantega.

Os bancos se comprometeram a reduzir o valor de entrada e os juros dos financiamentos dos veículos, além de alongar os prazos. Em troca, essas instituições financeiras terão R$ 18 bilhões liberados pelo Banco Central. Sem um acordo formal, também foi solicitado às montadoras que não demitam.

Desoneração
Em abril, o Governo Federal anunciou medidas de desoneração da folha de pagamento, como parte de outro pacote de socorro às indústrias. Os patrões deixam de recolher, a partir de junho, os 20% da contribuição patronal do INSS sobre a folha salarial e passam a pagar um novo tributo sobre o faturamento.

Este presente de Dilma aos empresários custará R$ 7,2 bilhões por ano aos cofres públicos e é uma séria ameaça à aposentadoria dos trabalhadores, pois acaba com uma das principais fontes de receita da Previdência Social. Mas, na verdade, a desoneração faz parte de um pacote maior, num valor total de R$ 60 bilhões.

“O governo federal continua com a política de defender apenas os interesses dos empresários e banqueiros. Enquanto isso, os trabalhadores sofrem com baixos salários e se atolam em dívidas. Sem contar a superexploração nas fábricas e as demissões”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

“Se o governo quer, de fato, defender empregos e garantir o consumo deveria tomar medidas como o aumento geral dos salários, a redução da jornada e garantir juros subsidiados aos trabalhadores, como o BNDES faz às empresas que pagam algo em torno de 6% ao ano”, afirmou.

As medidas pretendem estimular o consumo, justamente num momento em que a inadimplência alcança índices recordes. Segundo dados do Banco Central, em março, a inadimplência para compra de veículos atingiu a marca de 5,7%, o maior valor de toda a série histórica, que começou em junho de 2000. Em dezembro de 2010, o índice era de 2,5%.

Conteúdo Relacionado

Veja mais Notícias



Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
Sede: Rua Coronel Moraes, 143, Jardim Matarazzo, São José dos Campos - SP | Telefone: (12) 3946.5333 | Fax: (12) 3922.4775.
© 2019 Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®