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Mobilização 10/05/2011 | 09:51

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Semana decisiva para negociação de PLR na GM

Montadora propõe altas metas e metalúrgicos estão dispostos a lutar

As negociações sobre a PLR entre o Sindicato e a GM ainda estão em andamento, mas a montadora já mostrou que quer tirar o "couro" da peãozada. Nas primeiras propostas apresentadas, a GM indicou que quer aumentar a produção em 50 mil veículos além do que foi produzido no ano passado, nas unidades de São José dos Campos e São Caetano.

Essa meta abusiva é simplesmente impossível de ser atingida, mesmo com a abertura do terceiro turno em São Caetano e com as 250 contratações anunciadas para São José dos Campos. No ano passado, as duas plantas da GM produziram 414 mil veículos. Foram pagos R$ 9.909 de PLR para cada trabalhador, representando um crescimento de 27,62% em relação ao que foi pago em 2009.

Para este ano, a empresa quer que os trabalhadores cheguem a 467 mil veículos. As propostas patronais são as seguintes:

Metas Produção
 80% 407 mil
100% 437 mil
120% 467 mil


Essas metas já foram rejeitadas pelo Sindicato na mesa de negociação. Dentro da fábrica, os trabalhadores também se mostraram indignados com esses números.

As próximas reuniões estão agendadas para esta quarta e quinta-feira, dias 11 e 12.

“Os trabalhadores já estão exaustos com o atual ritmo de produção. Se a GM insistir nessas metas, vai ter mobilização. Afinal, a PLR não pode ser usada para aumentar a exploração”, afirma o diretor do Sindicato Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Lucros
Esta semana, a General Motors divulgou o balanço do primeiro trimestre do ano. O grupo teve um lucro líquido global de US$ 3,15 bilhões, o que representa três vezes mais do que o obtido no mesmo período do ano passado. Vale lembrar que boa parte desse lucro veio das fábricas do Brasil e que, portanto, os trabalhadores têm de receber sua parte.

No informativo “Mensagem do Líder”, de Maio, o presidente da GM no Mercosul, Jaime Ardilla, teve a cara de pau em falar que haverá redução de custos nas fábricas, admitindo inclusive que “vai ser doloroso”. Mas os trabalhadores já deixaram o recado de que não aceitarão mais exploração.

Mobilizações pelo país
No Paraná, companheiros da Renault e Volvo já fecharam acordo e conquistaram R$ 12 mil e R$ 15 mil de PLR, respectivamente. Entretanto, para chegar a esse valor, os trabalhadores da Volvo realizaram três dias de greve. Pressionada, a empresa teve de ceder.

Na Volks, também no Paraná, os trabalhadores estão em greve desde o dia 5. Eles reivindicam PLR igual a da Renault, mas a empresa quer pagar apenas R$ 4.600. Durante a mobilização, a empresa mostrou-se autoritária e intransigente. Em declaração à imprensa, o presidente Thomas Schmall disse que prefere a fábrica parada do que pagar o que os trabalhadores estão pedindo.

“Somos solidários à luta dos companheiros da Volks. As montadoras estão tendo altos lucros no país e têm recebido volumosos benefícios dos governos. A reivindicação dos metalúrgicos é legítima e tem de ser atendida”, conclui Antonio Ferreira.

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