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Morte no trabalho 26/03/2012 | 10:28

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Metalúrgicos da GM protestam e atrasam produção

Operador morreu no sábado, vítima de acidente dentro da fábrica

 Os metalúrgicos do primeiro turno da General Motors, em São José dos Campos, atrasaram a produção nesta segunda-feira, dia 26, em protesto contra a morte do trabalhador Antonio Teodoro Pereira Filho, vítima de acidente ocorrido dentro da fábrica no último sábado, dia 24. A produção só foi retomada às 7h50.

Em assembleia, os trabalhadores também reivindicaram o início imediato das negociações para que sejam discutidas as condições de trabalho na fábrica e a suspensão imediata das demissões. Todos os metalúrgicos fizeram um minuto de silêncio em solidariedade ao companheiro de trabalho. Uma nova assembleia deve acontecer, às 14h30, com o pessoal do segundo turno.

O operador de ponte rolante Antonio Teodoro, 59 anos, morreu quando fazia hora extra no setor de Prensas (Estamparia). Ele foi prensado ao ser atingido por uma ferramenta de 24 toneladas. A operação que estava sendo executada por Antonio deveria, na verdade, ser realizada por duas pessoas. Mas os primeiros relatos de trabalhadores da área apontam para o fato de que ele estaria operando sozinho o equipamento no momento do acidente.

Desde o ano passado, a GM vem adotando uma política de redução de mão de obra na linha de produção, obrigando os trabalhadores a realizarem tarefas em duplicidade. Esta estratégia já vinha sendo denunciada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e por cipeiros da fábrica.

O Boletim de Ocorrência do caso (nº 1912/2012) foi registrado no 1° Distrito Policial, por “Morte Suspeita”. O Sindicato vai acionar o Ministério Público do Trabalho e atuará como assistente de acusação contra a General Motors. A perícia técnica foi acionada pelo próprio Sindicato. O laudo deve ser apresentado dentro de 15 a 20 dias.

Este é o segundo acidente fatal ocorrido na fábrica, nesse mesmo setor, em apenas três anos. No dia 6 de maio de 2009, o trabalhador Aparecido Constantino também morreu enquanto realizava hora extra no setor de Estamparia. Até hoje o inquérito criminal não foi concluído.

“Esta é uma assembleia em caráter de luto e de luta. Em nossa região, trabalhadores são todos os dias submetidos a situações de risco. Certamente, nosso companheiro Teodoro não estaria morto se a GM investisse mais em segurança, ouvisse os cipeiros, parasse de demitir e não pressionasse tanto os trabalhadores. O que aconteceu aqui é resultado da reestruturação produtiva adotada pela GM. Chegou a hora de dar um basta nessa situação”, afirma o secretário geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.

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