O cumprimento da ordem de desocupação do Pinheirinho deve acontecer a qualquer momento. Panfletos despejados na tarde desta segunda-feira, dia 16, por um helicóptero da Polícia Militar sobre o acampamento alertavam os moradores para que deixassem o local e informavam que a reintegração acontecerá em breve.
Em reunião com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo, o vereador Tonhão Dutra (PT) e o deputado Estadual Carlos Giannazi (PSOL), o coronel Manoel Messias de Mello, comandante de Policiamento do Interior da Região de São José dos Campos, informou que os soldados já estão preparados para cumprir a ordem expedida pela juíza da 6ª. Vara Civel Márcia Loureiro.
Os apoiadores dos moradores do Pinheirinho pediram ao comando da PM que aguardasse as negociações que estão em andamento, junto aos governos federal e estadual, antes de cumprir a ordem de desocupação. O coronel, entretanto, disse apenas que vai cumprir a ordem “a qualquer momento”.
Clima de tensão
A distribuição de panfletos da PM aumentou ainda mais o clima de tensão e de alerta entre os moradores. É prática da Polícia Militar distribuir esse tipo de comunicado às vésperas de cumprimentos de ordens de desocupação.
Entidades que apóiam os sem-teto reuniram-se hoje à tarde, na sede do Sindicato dos etalúrgicos, para traçar as ações a serem tomadas antes e durante o cumprimento da ordem de despejo. Há 18 entidades participando da frente em favor dos moradores do Pinheirinho. A ordem é se manter ao lado dos moradores e resistir à execução da ordem judicial.
“Os moradores já estão em estado de alerta e não deixarão suas casas. Neste momento, esperamos contar com a solidariedade de toda a população de São José dos Campos. O Pinheirinho já é parte da cidade e pertence às famílias sem-teto que há oito anos ocuparam aquela área. Infelizmente, o prefeito Eduardo Cury e a juíza Márcia Loureiro preferem beneficiar um especulador milionário a atender ao povo pobre do Pinheirinho”, afirma o presidente do Sindicato, Vivaldo Moreira Araújo.


