Durante reunião na tarde desta segunda-feira dia 19, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reafirmou a disposição do governo federal em ajudar, no que for necessário, para impedir a desocupação violenta do Pinheirinho.
Segundo representantes do Pinheirinho que participaram da reunião, o ministro ainda garantiu que pedirá ao Ministério das Cidades todos os esforços para antecipar as decisões que beneficiem os moradores da ocupação, o que inclui a elaboração do projeto de regularização da área.
Gilberto Carvalho disse ainda que pedirá à ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que interfira no processo e veja no que pode ajudar, já que a ocupação tem milhares de crianças e idosos, que diante de uma desocupação, ficariam nas ruas.
Para o advogado dos moradores do Pinheirinho, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, a reunião foi positiva. “Estamos recebendo apoio do governo federal, o que é muito importante. A reunião foi muito proveitosa e saímos de lá otimistas. Afinal, a questão do Pinheirinho é uma questão social que depende da vontade política do poder público resolver o problema”, disse.
Prefeitura se esconde
Uma nova reunião aconteceria amanhã, entre as três esferas do governo (federal, estadual e municipal) para tentar chegar a um acordo.
No entanto, mais uma vez, a Prefeitura de São José dos Campos disse que não poderá comparecer e a reunião foi desmarcada.
Esta mesma reunião estava marcada na sexta-feira, dia 16, em Brasília. Como a Prefeitura avisou que não poderia participar, a reunião foi marcada para amanhã, em São Paulo. Mesmo assim, a Prefeitura disse que não vai.
“A única coisa que dá pra concluir é que o prefeito Eduardo Cury está se escondendo covardemente atrás de uma liminar. Sem nenhuma vontade de resolver o impasse, colocando em risco milhares de famílias e agindo de forma irresponsável o que pode causar uma tragédia em São José”, disse Toninho.
Os moradores continuam, nesta semana, a distribuição da carta aberta à população, no centro da cidade e nas feiras livres.


