Cerca de mil e quinhentos manifestantes tomaram a Avenida Paulista, nesta quinta-feira, dia 8, contra a criminalização de movimentos sociais, por moradia, terra e trabalho. O manifesto aconteceu no dia em que a Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo, completa 120 anos.
Entre as bandeiras, está a luta contra a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, uma das maiores e mais resistentes ocupações urbanas do país. A Justiça já expediu uma liminar de desocupação da área, a favor do megaespeculado Naji Nahas, hoje ocupada por cerca de 9 mil moradores. Os moradores lutam pela desapropriação e regularização da gleba.
A manifestação saiu às 10h do vão livre do Masp e terminou com um ato em frente ao escritório da Presidência da República, por volta das 13h. Uma comissão dos movimentos populares conseguiu o agendamento de uma reunião com a Secretaria Geral da Presidência para o dia 19 de dezembro, em São Paulo.
O ato foi convocado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Fábricas Ocupadas. A CSP-Conlutas e o MUST (Movimento Urbano dos Sem Teto) estiveram à frente da manifestação dos moradores do Pinheirinho.
Após o ato, às 15h, os manifestantes seguiram para uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), no Auditório Franco Montoro.
A manifestações fazem parte da campanha “Sem Teto com Vida” contra a criminalização dos movimentos sociais. Esta atividade reforça a bandeira permanente da CSP-Conlutas “Lutar é Direito, Lutar não é Crime”.


