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Contra demissões 02/12/2011 | 18:18

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Luta na GM é por estabilidade no emprego, já!

Campanha já será, inclusive, tema da mobilização dos metalúrgicos durante a SIPAT, que acontecerá de 5 a 9 de dezembro

Uma campanha por estabilidade no emprego vai tomar força na General Motors. A campanha já será, inclusive, tema da mobilização dos metalúrgicos durante a SIPAT (Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho), que acontece de 5 a 9 de dezembro.

Mesmo após encerrar um PDV (Plano de Demissão Voluntária), que teve a adesão de 553 trabalhadores, a GM tem feito uma série de demissões na fábrica. O alvo são trabalhadores lesionados e funcionários em vias de aposentadoria, num total desrespeito à Convenção Coletiva da categoria, que garante estabilidade a esses trabalhadores. 

Há casos absurdos de trabalhadores com benefício B94 do INSS (auxílio-acidente vitalício) há mais de três anos, sendo arbitrariamente demitidos pela empresa.

Para o Sindicato, está claro que a GM está querendo fazer uma reestruturação a força, demitindo trabalhadores antigos que recebem sálarios maiores, para aumentar ainda mais seus lucros, que já acumula 8 bilhões de dólares no ano.

Esse ataque faz parte do plano da companhia que, desde que entrou em concordata nos Estados Unidos, vem fazendo reestruturações em todo o mundo. O Brasil é seu terceiro maior mercado, perdendo apenas para EUA e China. Em 2011, a montadora já vendeu mais de 400 mil carros até setembro e ocupa o terceiro lugar no ranking de vendas.

A farsa da defesa do emprego pelo governo 
Recentemente, a equipe econômica do governo Dilma anunciou uma série de medidas com benefícios e isenções fiscais às empresas, particularmente montadoras, que estão tendo isenção no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em troca da manutenção dos empregos e da produção da indústria nacional.

"Infelizmente, o que estamos vendo é a GM utilizando esse dinheiro para demitir trabalhador. Por isso, estivemos em Brasília junto ao Ministro do Trabalho e na Secretaria Geral da Presidência, cobrando o fim das demissões na empresa e uma intervenção em defesa dos trabalhadores, garantindo estabilidade no emprego e redução da jornada de trabalho", disse o diretor do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Outro elemento é que a empresa vem fazendo uma grande pressão na fábrica para que se produza mais carros, com menos gente. "Isso certamente vai levar a um aumento do número de trabalhadores lesionados e acidentes de trabalho, que só esse ano já foram mais de 40", informou o diretor.

"Essa é a política da GM mundial. Em todas suas plantas os ataques são para aumentar a exploração e, portanto, seus lucros. Os ataques são de dois lados. Ela ataca os trabalhadores e seus direitos, bem como a sua organização, atacando por exemplo até os cipeiros", continuou.

É hora de mobilização
O Sindicato já solicitou uma reunião de emergência com a empresa para exigir o fim desses ataques, bem como a reintegração imediata de todos os que foram demitidos. O Ministério Público do Trabalho também será acionado.

"Só a unidade e mobilização dos trabalhadores poderá barrar os ataques da GM", afirmou Macapá.

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