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Desocupação 11/11/2011 | 14:07

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Advogados do Pinheirinho pedem afastamento de juíza

O pedido afirma que o processo vem sendo conduzido de maneira parcial pela juíza, com várias irregularidades apontadas ao Tribunal de Justiça

Os advogados do Pinheirinho fizeram um pedido de afastamento da juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, Márcia Faria Mathey Loureiro, do processo que pede a reintegração de posse da área.

O pedido foi protocolado ontem, dia 10, no momento em que a juíza se reunia com o comando da Polícia Militar e representantes da Prefeitura, para organizar uma operação de desocupação do Pinheirinho. Durante a reunião, cerca de 200 moradores fizeram um protesto, em frente ao Fórum.

O pedido afirma que o processo vem sendo conduzido de maneira parcial pela juíza, com várias irregularidades apontadas ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Entre as irregularidades está o fato de que o pedido de reintegração de posse feito pela Selecta, empresa falida que reivindica o terreno, já foi indeferido nesse mesmo processo. Além disso, o recurso da empresa, que pertence ao megaespeculador financeiro Naji Nahas, foi cassado pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

“Até a Selecta tinha pedido a realização de uma audiência, de acordo com as decisões anteriores”, esclareceu o advogado Antônio Donizete Ferreira. Segundo os advogados, a lei impede que o juiz decida duas vezes sobre a mesma questão.

Após o ajuizamento desse pedido, a juíza deverá apresentar seus argumentos e depois o processo será remetido ao Tribunal de Justiça, ficando suspenso até a decisão final sobre o afastamento.

A tentativa de desocupação acontece em meio ao processo de regularização do terreno, já iniciado pela Secretaria Estadual de Habitação. A 1ª Vara da Fazenda Pública também já julgou improcedente a ação movida pela Prefeitura para que fossem demolidas todas as casas e barracos construídos na ocupação.

“A própria Constituição prevê que toda propriedade tenha função social, e este elemento está sendo desconsiderado pela juíza Márcia Loureiro. Acima de tudo, ela tem de considerar que o direito à vida vem antes do direito à propriedade”, afirma Ferreira.

A Selecta deve R$ 10 milhões de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) à Prefeitura Municipal de São José dos Campos, que é a última credora no processo de falência da empresa.

 

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