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Governo Dilma 09/11/2011 | 09:20

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Carlos Lupi: o ministro do mês prestes a cair

Seis ministros já caíram desde o início do mandato da presidente Dilma

As denúncias de corrupção, que já se espalharam por vários ministérios do governo Dilma, chegaram ao Ministério do Trabalho. Com a crise, o ministro Carlos Lupi está ameaçado e pode ser o sétimo ministro do governo Dilma a deixar o cargo, em menos de seis meses. Tudo leva a crer que Lupi pode ser o demitido de novembro.

Segundo reportagens publicadas pela imprensa, assessores de Lupi são acusados de comandar um esquema de extorsão para liberar pagamentos de convênios a ONGs (Organizações Não Governamentais). Dirigentes de ONGs, como o Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte, dizem que colaboradores do ministro exigiam pagamentos que variavam de 5% a 15% do valor dos contratos e que os assessores respondiam diretamente a Marcelo Panella, tesoureiro do PDT e homem de confiança de Lupi. O esquema, claro, seria para abastecer o caixa do PDT.

Lupi nega as acusações, afastou os servidores apontados nas denúncias e, nesta terça-feira, dia 8, abriu sindicância interna para investigar o caso.

O ministro do Trabalho está se esforçando para mostrar que não está acuado com as denúncias de irregularidades na sua pasta e chegou até a afirmar que duvida que a presidente Dilma o demita.

Um por mês
Parece até piada, mas não é: desde junho, seis ministros do governo Dilma caíram. Cinco deles envolvidos em denúncias de corrupção. O curioso é que tem caído um por mês.

O primeiro foi Antonio Palocci (PT), da Casa Civil, que saiu em junho após não ter conseguido explicar como seu patrimônio pode ter crescido tanto, em tão pouco tempo.

Em julho, foi a vez do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), ser envolvido em um escândalo de superfaturamento de obras e recebimento de propina, envolvendo servidores e órgãos.

No mesmo mês, também caiu o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Neste caso, o motivo não foi corrupção, mas o mal estar gerado após o ministro declarar ter votado em José Serra, do PSDB, nas eleições de 2010.

Wagner Rossi (PMDB) foi o 4º ministro a cair, em agosto. Ele deixou o Ministério da Agricultura após uma onda de acusações, que incluíram pagamento de propinas e influência de lobistas, entre outras falcatruas.

Em setembro, Pedro Novais (PMDB), do Ministério do Turismo, foi a bola da vez. Saiu após inúmeras denúncias de utilização ilícita do dinheiro público, que incluía o pagamento de sua governanta por sete anos e a utilização de um motorista da Câmara dos deputados para transportar sua mulher.

Já em outubro, o alvo foi o ministro dos Esportes, Orlando Silva (PCdoB), que foi apontado como suspeito na participação de um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verbas a ONGs para incentivar a prática de esportes entre os jovens.

Se engana, porém, quem pensa que a queda dos ministros citados é fruto de uma “faxina” contra a corrupção feita pela presidente Dilma. O fato de que todos os ministros foram substituídos por nomes dos próprios partidos, sob a autorização de Dilma, demonstra que a política de barganha de cargos e a corrupção continuarão sendo toleradas no governo.

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