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Laranjal 07/10/2019 | 11:08

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Investigações indicam caixa 2 em campanhas de Bolsonaro e ministro

Dinheiro de fundo partidário teria sido usado irregularmente

As investigações da Polícia Federal sobre desvio de verbas públicas para uso em campanha eleitoral de 2018 do PSL começam a resvalar no presidente Jair Bolsonaro. Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, no sábado (5), o depoimento de um ex-assessor e uma planilha apreendida pela Polícia Federal apontam indícios de que o presidente e seu ministro do Turismo foram beneficiados por caixa 2 (dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral) no esquema de desvio.

Na sexta-feira (4), o nome do ministro Marcelo Álvaro Antonio veio a público com o indiciamento pela PF e denúncia pelo Ministério Público de Minas Gerais. Acusações não faltam: falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

O esquema comandado pelo ministro, segundo investigações, partia do uso de candidaturas de fachada de mulheres para abastecer irregularmente outras campanhas – no caso, do ministro e do próprio Bolsonaro. Nas eleições de 2018, a campanha de Bolsonaro em Minas Gerais foi coordenada por Álvaro Antônio.

Na planilha apreendida em uma gráfica pela PF, segundo a Folha, “há referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro com a expressão ‘out’, o que significa, na compreensão de investigadores, pagamento ‘por fora’”. A planilha traz o sugestivo nome de "MarceloAlvaro.xlsx".

Além do documento, a PF conta com o depoimento de Haissander Souza de Paula, assessor parlamentar e coordenador da campanha de Álvaro Antônio (então candidato a deputado federal). Em seu depoimento, Haissander disse acreditar que parte dos valores depositados para as campanhas femininas foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro.

Ataque à Folha
Como é de praxe, Bolsonaro prefere atacar o mensageiro do que checar a veracidade da mensagem. Ao se deparar com as denúncias publicadas pela Folha, o presidente afirmou em sua conta no Twitter: “a Folha avançou todos os limites, transformou-se num panfleto ordinário às causas dos canalhas. Com mentiras, já habituais, conseguiram descer às profundezas do esgoto”.

Laranjal
As candidaturas laranjas estão manchando o PSL desde o início do ano. Em fevereiro, vieram à tona os primeiros casos. O partido repassou R$ 279 mil a quatro candidatas, o equivalente aos 30% mínimos exigidos pela Justiça Eleitoral (30%) para financiamento de campanhas de mulheres.

As beneficiadas apareciam entre os candidatos do PSL que mais receberam dinheiro do fundo partidário, entretanto tiveram votação inexpressiva: juntas, tiveram 2.000 votos. Já os gastos existiram. Boa parte do dinheiro, pelo menos R$ 85 mil, foi para empresas ligadas a familiares ou assessores do atual ministro do Turismo.

"As acusações são sérias e têm de ser investigadas a fundo. Bolsonaro foi eleito com um discurso de que seria um governo diferente, contra a corrupção, mas até agora o que estamos vendo é a mesma velha política de sempre, em que o dinheiro público é usado em benefício dos governantes", afirma o diretor do Sindicato Carlos Alexandre da Silva, o Xandão.

 

 

 

 

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