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Solidariedade 03/10/2019 | 16:24

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Repressão à greve na Embraer é repudiada por entidades do Brasil e exterior

Luta dos trabalhadores está sendo apoiada por diversas categorias

Entidades nacionais e internacionais estão se manifestando contra os atos de repressão policial cometidos durante a greve dos metalúrgicos da Embraer, nos dias 24 e 25 de setembro. Na Câmara dos Deputados, em Brasília, e na Câmara dos Vereadores de São José dos Campos, foram apresentadas moções de solidariedade aos trabalhadores.

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento 107/2019, de Luiz Erundina e Sâmia Bonfim, ambas do PSOL, pedindo a “aprovação de Moção de Solidariedade aos trabalhadores em greve na Embraer, que foram alvo de abuso e violência praticados pela Tropa de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo durante a paralisação ocorrida no dia 25 de setembro de 2019".

Em São José dos Campos, a vereadora Amélia Naomi (PT) apresentou pedido de envio de moção de repúdio à Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo, “pela violenta repressão policial que houve durante a greve dos trabalhadores da Embraer, nesta cidade”. Apesar da gravidade do caso, a maioria dos vereadores rejeitou o pedido. Apenas os parlamentares do PT aprovaram.

Também assinaram moções de repúdio:

- Fronte di Lotta No Austerity (Itália);
- Central de Trabajadores de La Argentina Autónoma;
- Universidad Autónoma Metropolitana (Ciudad de México);
- Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do Rio Grande do Sul;
- Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Estado de São Paulo;
- Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal de São Paulo;
- Sindicato dos Metalúrgicos de Itajubá;
- Sindicato dos Petroleiros do Pará, Amazonas, Maranhão e Amapá;
- Movimento Luta Popular.

“As manifestações de solidariedade aos trabalhadores e de repúdio à repressão têm um grande significado para nossa categoria. Com esse apoio, a luta dos metalúrgicos da Embraer ganha mais força para enfrentar a empresa e o aparelho repressor do Estado”, afirma o diretor do Sindicato Herbert Claros.

Histórico
Os trabalhadores da Embraer entraram em greve, no dia 24 de setembro, por aumento real de salário e renovação de todos os direitos da Convenção Coletiva. Surpreendida com a paralisação, a empresa convocou a Tropa de Choque para reprimir dirigentes sindicais e trabalhadores. Um diretor sindical chegou a ser detido.

Modelo

Outras entidades que queiram formalizar o repúdio à repressão aos trabalhadores da Embraer podem assinar e encaminhar a moção abaixo.

Moção de repúdio à repressão policial contra grevistas na Embraer

A violência praticada pela Tropa de Choque da Polícia Militar contra os trabalhadores em greve na Embraer merece todo nosso repúdio. Formou-se um ambiente de tensão em frente à fábrica. Policiais armados agiram contra trabalhadores e dirigentes sindicais.

Convocado pela Embraer, o Estado utilizou-se de métodos vistos em épocas ditatoriais para desmobilizar os metalúrgicos. No segundo dia de greve (25 de setembro), policiais mascarados realizaram um “corredor polonês” para que os trabalhadores passassem. O constrangimento de quem entrava era evidente.

Também houve emprego da violência policial contra sindicalistas que estavam na organização do movimento. Como mostram imagens gravadas no local, o diretor do Sindicato Alex da Silva Gomes foi agredido pela PM, mesmo já estando caído no chão.

Diante da truculência da polícia, os trabalhadores suspenderem a greve, mas vão manter a mobilização.

Embora ainda não tenha sido de fato vendida, a Embraer já segue a política antissindical e repressora adotada pela Boeing. Uma postura que mostra o que virá pela frente.

A luta dos metalúrgicos da Embraer é por aumento real de salário e em defesa dos direitos. É, portanto, uma luta legítima e merece toda solidariedade das entidades de classe e sociedade civil organizada. A Campanha Salarial da categoria diz respeito somente ao Sindicato, trabalhadores e empresa. Nunca será um caso de polícia.

Neste sentido, é preciso também denunciar a intransigência da direção da Embraer nas negociações. Há quatro anos, a fábrica não aplica aumento real aos salários.

Apesar da disponibilidade do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos em manter o diálogo, a Embraer insiste em retirar direitos históricos dos trabalhadores, conquistados com muita luta.

Diante deste cenário, é preciso repudiar o comportamento da Embraer, que se utiliza da violência policial para atacar um movimento grevista legítimo.


(Assinatura da entidade)

Enviar a moção para os e-mails abaixo:

Comissão de Direitos Humanos Câmara Federal
cdh@camara.leg.br

Comissão Permanente de Direitos Humanos do Senado
cdh@senado.gov.br

Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo
General João Camilo Pires de Campos (secretário)
seguranca@sp.gov.br

Governador João Dória
secretariaparticular@sp.gov.br
gabinetedogovernador@sp.gov.br

Prefeito de São José dos Campos
Felício Ramuth
prefeito@sjc.sp.gov.br

Presidente da Câmara Municipal de São José dos Campos
Robertinho da Padaria
robertinho@camarasjc.sp.gov.br

Ministério Público Federal
protocolo.mpf.mp.br

Organização Internacional do Trabalho
brasilia@ilo.org

Embraer
Francisco Gomes Neto (presidente)
fgn@embraer.com.br

Boeing
Diretoria de Comunicação
ana.p.ferreira@boeing.com

Cópia para: secretaria@sindmetalsjc.org.br

 

 

 

 

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