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Nota oficial 11/09/2019 | 09:41

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É preciso unidade dos trabalhadores contra reestruturação da GM no Brasil

Companhia demitiu funcionários em São Caetano, Indaiatuba e São José

Concebido para ser executado em escala global, o plano de reestruturação imposto pela General Motors nas plantas instaladas no Brasil segue acarretando significativa redução do número de postos de trabalho e ataques dos mais variados aos direitos dos trabalhadores.

Nesta semana, a direção da companhia demitiu 125 pessoas na unidade de São Caetano do Sul e outras 60 no campo de provas de Indaiatuba; as dispensas atingiram principalmente engenheiros. Já o complexo de São José dos Campos sofreu, nos últimos 15 dias, corte de cerca de 30 trabalhadores - em sua maioria, aposentados.

Em primeiro lugar, é preciso rechaçar de forma categórica essas demissões, que vêm sendo realizadas com o intuito de garantir o aumento do lucro da companhia. Ao mesmo tempo, é urgente reforçar a unidade entre os trabalhadores de todas as plantas instaladas em nosso país para, juntos, buscarmos barrar essa inaceitável escalada contra os empregos e direitos dos metalúrgicos.

No primeiro semestre, a companhia anunciou um pacote de investimentos de R$ 10 bilhões, entre 2020 e 2024, para ser aplicado no lançamento de novos veículos e na modernização das fábricas de São Caetano e São José. À época, a GM assegurou a manutenção dos empregos de mais de 13 mil funcionários (9 mil em São Caetano e 4,4 mil em São José), além da abertura de mais 400 vagas diretas e 800 indiretas.

O anúncio foi realizado ao lado do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que beneficiou a montadora com a redução nos impostos. Por meio do programa IncentivAuto, foi concedido desconto de 25% no ICMS cobrado na venda dos novos veículos a serem produzidos no Estado. Se não bastassem os ganhos prometidos à empresa à custa do dinheiro do contribuinte, a GM impôs aos trabalhadores de suas plantas uma série de cortes de direitos, que, segundo ela, seriam imperativos para se viabilizar o aporte de recursos.

Por tudo isso, não podemos aceitar passivamente a escalada de ataques da General Motors e o aprofundamento do seu plano de reestruturação. Contra as demissões em massa e a subtração de conquistas históricas dos metalúrgicos, é hora de unidade e mobilização.
Basta de cortes! Queremos estabilidade no emprego para todos os trabalhadores das plantas da GM no Brasil. Vamos à luta!

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (filiado à CSP-Conlutas)

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