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Campanha Salarial 2019 06/07/2019 | 13:07

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Metalúrgicos vão à luta por 12% de reajuste e ampliação de direitos

Em Assembleia Geral, categoria aprova pauta de reivindicações

Está aberta a Campanha Salarial 2019. Em Assembleia Geral ocorrida na manhã deste sábado (6), os metalúrgicos aprovaram a pauta de reivindicações da categoria. Os trabalhadores vão à luta por 12% de reajuste salarial, estabilidade no emprego e ampliação de direitos.

Mais uma vez, os metalúrgicos terão de mostrar toda sua força para garantir aumento real de salário. A inflação prevista para o período (setembro de 2018 a agosto de 2019) é de 3,26% pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Com isso, fica garantido um aumento real de 9,8%. Trabalhadores de 20 fábricas participaram da Assembleia Geral.

É importante lembrar que a inflação oficial não reflete o aumento do custo de vida. Em um ano, os preços dos alimentos, remédios, tarifas públicas e tantos outros produtos dispararam. Segundo o Dieese, na cidade de São Paulo, por exemplo, a cesta básica aumentou 11,08% nos últimos 12 meses.

Mas nem só de salário vive o trabalhador. Além de lutar por aumento salarial, os metalúrgicos também apresentarão aos patrões uma pauta de reivindicações de direitos (cláusulas sociais). Na Assembleia Geral, foi aprovada a pauta específica das mulheres., apresentada pela diretora Aline Bernardo dos Santos. Entre os direitos a serem reivindicados estão:

- suporte para trabalhadoras vítimas de violência doméstica;
- aumento do período de amamentação para seis meses;
- três dias de licença em caso de falecimento de filho;
- licença-maternidade de 12 meses.

Segurança no trabalho
Apesar do Brasil estar entre os países com maior número de acidentes de trabalho, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) quer piorar ainda mais as condições de segurança para os trabalhadores. Os planos de eliminar 90% das Normas Regulamentadoras (NR) que regem a saúde e segurança no trabalho colocarão mais vidas em risco.

O presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, ressaltou que a Convenção Coletiva da categoria já prevê a obrigatoriedade de aplicação da NR 12, referente à regulamentação de maquinário. Portanto, mesmo que Bolsonaro acabe com as normas, as fábricas da região terão de continuar seguindo a Convenção Coletiva.

Na assembleia, os metalúrgicos aprovaram também a cobrança das contribuições assistenciais de sócios e não sócios. Este dinheiro é essencial para manter o Sindicato independente dos patrões e do governo e manter a estrutura necessária às lutas da categoria.

“Onde tiver luta vai ter reajuste e renovação de direitos. As negociações só evoluem se houver mobilização dos trabalhadores. Tenho certeza que esta será mais uma Campanha Salarial vitoriosa. Temos de lutar por nossos direitos porque somos nós que produzimos toda riqueza deste país”, afirmou Weller.

Solidariedade a Daniel Ruiz
Ao final da assembleia, os metalúrgicos prestaram toda solidariedade ao militante argentino Daniel Ruiz, que está preso há dez meses por ter participado de uma manifestação contra a reforma da Previdência naquele país.

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