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VENENO NO PRATO 28/06/2019 | 13:52

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Com Bolsonaro, liberação de agrotóxicos é recorde

Número de novos pesticidas liberados podem chegar a 679, muitos deles já banidos da União Européia

O governo Bolsonaro autorizou a utilização de 42 novos agrotóxicos no Brasil, ampliando o recorde de pesticidas liberados pelo governo federal neste ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (24).

Com as novas liberações, já são 239 novos agrotóxicos liberados no país, desde janeiro. Na lista, há itens que já foram banidos pela União Europeia e vários definidos como "muito perigosos para o meio-ambiente", pelo próprio governo.

Além disso, o governo Bolsonaro já acatou mais 440 pedidos de avaliação para novos agrotóxicos que ainda precisam passar por etapas burocráticas até a liberação. Se aprovados e liberados, chegará ao número de 679 tipos pesticidas à disposição do agronegócio.

Segundo o Ministério da Adricultura, boa parte das substâncias segue fórmulas que já estão no mercado e a medida visa aumentar a concorrência. Ou seja, em outras palavras: o governo só está considerando a questão econômica, sem se preocupar com o impacto ambiental e na saúde da população que essa medida pode causar, a médio e longo prazo.

Para Iran Magno, responsável pela área de Agricultura e Alimentação do Greenpeace, “tudo indica que podemos fechar 2019 como o ano que mais se liberou veneno no país”. Ele ainda enfatiza que ”vai ter mais veneno no prato do consumidor, mais veneno contaminando os trabalhadores do campo e o meio ambiente”.

Apoiada pela bancada ruralista, a gestão Bolsonaro tem liberado, a toque de caixa, pesticidas altamente tóxicos que são proibidos na União Européia. Não há estudos que possam apontar o impacto que as combinações desses venenos podem causar na saúde das pessoas e no meio ambiente.

“O agronegócio conta com o retorno econômico, tratado com muito orgulho pelo setor, mas deixa de fora a contaminação da água, que não pode ser mais aproveitada, e a do solo. Isso inviabilizará a produção a longo prazo”, alerta Marina Lacôrte, porta-voz da ONG.

 

Fontes: UOL / O Globo

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