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Dia 14 10/06/2019 | 10:48

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Greve Geral é nesta sexta-feira. Vamos parar o Brasil

Em nossa região, os metalúrgicos já aprovaram a adesão à greve

Já estamos em contagem regressiva para a Greve Geral contra a reforma da Previdência. Na sexta-feira (14), os trabalhadores vão cruzar os braços para defender o direito à aposentadoria e protestar contra o desemprego e os cortes nas verbas para a educação.

Convocada pelas centrais sindicais, incluindo a CSP-Conlutas, esta será a primeira Greve Geral a ser enfrentada pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Estão programadas paralisações em todo o país, envolvendo trabalhadores de diferentes categorias, como metalúrgicos, químicos, petroleiros, servidores, operários da construção civil, metroviários, condutores, trabalhadores dos Correios, professores e tantos outros.

Em nossa região, os metalúrgicos já aprovaram a adesão à greve. Haverá paralisações em fábricas de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Igaratá, Santa Branca, Taubaté e Pindamonhangaba.

Em São José, os ônibus não circularão na sexta-feira. Também estarão de portas fechadas os bancos, escolas, serviços públicos, comércio e indústrias.

Em defesa da aposentadoria

Motivos não faltam para que a paralisação aconteça. Nesses cinco meses de governo, o presidente Bolsonaro tomou medidas que prejudicam principalmente a população mais pobre. A proposta de reforma da Previdência, ainda em tramitação no Congresso Nacional, será um crime contra o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros.

A exigência de 40 anos de contribuição para se obter a aposentadoria integral dificilmente será atingida pela maioria dos trabalhadores, considerando-se que o Brasil é um país com alto índice de desemprego e o trabalho informal (portanto, sem carteira assinada) só cresce.

Da mesma maneira, a adoção de uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 para as mulheres se aposentarem significa condenar milhões a trabalhar até morrer. No Maranhão, por exemplo, a expectativa de vida é de apenas 70 anos.

Educação e desemprego

A educação pública também entrou na mira do governo Bolsonaro. Os cortes nas verbas do setor, na ordem dos R$ 5,7 bilhões, colocam em risco o funcionamento de universidades, escolas e até creches, o que inevitavelmente reduzirá o número de vagas.

A Greve Geral será ainda um protesto contra a inoperância do governo Bolsonaro em relação ao desemprego no país. A taxa da subutilização da força de trabalho foi de 25% no primeiro trimestre do ano. Isso significa que faltou emprego para 28,3 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

“O momento pede união e luta de todos os trabalhadores. A Greve Geral é a nossa arma para barrar a reforma da Previdência. As duas greves gerais de 2017 atrapalharam os planos de Temer e agora é hora de mostrarmos nossa força a Bolsonaro. Dia 14, só saia de casa se for para protestar”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

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