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Bolso vazio 16/04/2019 | 14:45

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Bolsonaro acaba com aumento real para o salário mínimo

Medida vai aprofundar ainda mais a situação de pobreza de milhões de brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro pretende acabar com a atual política que garante aumento real ao salário mínimo no Brasil. Em proposta do Orçamento 2020, divulgada na segunda-feira (15) pela equipe econômica do governo, o salário passaria a ser corrigido apenas pela inflação – o que reduzirá ainda mais o poder de compra dos brasileiros mais pobres.

Hoje, o reajuste é calculado pela inflação mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Ainda assim, o salário é insuficiente para garantir a subsistência de uma família.

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor deveria ser de R$ 4.052,65.
Atualmente o salário mínimo é de apenas R$ 998.

A proposta de Bolsonaro prevê que em janeiro de 2020 o piso salarial no país será de R$ 1.040, o que representa uma correção de 4,2% (equivalente à inflação estimada para o período). Pela fórmula atual, seria acrescentado um aumento real de 1,1%, considerando-se o crescimento do PIB 2018.

O governo tem até o final do ano para enviar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o Congresso Nacional.
Entre os servidores públicos, a situação é ainda pior. Se aprovado o projeto, os salários e benefícios da categoria serão congelados em 2020. Apenas os militares, que têm amplo apoio do presidente Bolsonaro, terão direito a receber o reajuste.

O achatamento do salário mínimo vai afetar negativamente a vida de mais de 46 milhões de pessoas, levando a um cenário de aumento da pobreza. Esta situação poderá agravar-se caso seja aprovada a reforma da Previdência, que também reduzirá os benefícios dos aposentados.

“O salário mínimo já é vergonhoso no Brasil. É impossível para uma família garantir suas necessidades básicas com o valor pago hoje, mas o governo Bolsonaro quer aprofundar ainda mais esta situação tão grave. Portanto, os trabalhadores têm de se manter na luta por melhores salários e direitos e contra a reforma da Previdência”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Renato Almeida.

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