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Dia Nacional de Mobilização 28/04/2011 | 09:16

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Trabalhadores da GM param produção por 1h30

Assembleias, nas duas principais portarias da montadora, reuniram cerca de 3.500 trabalhadores nesta quinta-feira, dia 28

Duas grandes assembleias na General Motors, nesta quinta-feira, dia 28, marcaram o início das manifestações pelo Dia Nacional de Mobilização, em São José dos Campos. Os metalúrgicos do 1º turno da GM pararam a produção por 1h30, deixando de produzir cerca de 90 veículos nesse intervalo.

O Dia Nacional de Mobilização foi convocado pela CSP-Conlutas e outras entidades, e será marcado por manifestações em todo o país. O objetivo é protestar e lutar contra os ataques dos patrões e do governo Dilma que, em apenas quatro meses de mandato, tem tomado várias medidas que ameaçam os direitos dos trabalhadores.

As assembléias, realizadas nas duas principais portarias da GM, do MVA e S10, reuniram cerca de 3.500 trabalhadores. Os assuntos discutidos foram variados: o aumento da produção e os crescentes lucros das empresas à custa do aumento da exploração e dos acidentes e doenças ocupacionais; o aumento dos preços e as medidas do governo para conter a inflação que penalizam a população; as ameaças à aposentadoria e de uma nova reforma da Previdência, os cortes nos investimentos sociais e a luta pela Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“O país vive um momento de crescimento econômico. Nunca se produziu tanto. Os patrões nunca lucraram tanto. Entretanto, diante desta situação, empresas e governos não querem repassar isso aos trabalhadores. Ao contrário, a política é de arrocho, de ataques e de superexploração sobre a classe trabalhadora”, disse o diretor do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Basta de mortes e acidentes no trabalho
O Dia Mundial de Luta contra os Acidentes e Doenças do Trabalho, também celebrado neste dia 28 de abril, foi lembrado na manifestação. Os dirigentes sindicais enfocaram o crescimento do número de acidentes e doenças ocupacionais no último período, em razão do ritmo acelerado de trabalho, da pressão da chefia e do aumento da exploração, intensificados ainda mais após a crise econômica.

"É necessário enfrentar governo e patrões e mostrar nossa resistência e unidade para lutar contra a superexploração nos locais de trabalho, contra os ataques constantes feitos aos trabalhadores lesionados, o desrespeito aos direitos e sucateamento dos serviços no INSS”, disse o diretor do Sindicato e membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Luta pela PLR
Em meio à mobilização em andamento na fábrica, pela Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os metalúrgicos também discutiram o assunto. As negociações da PLR 2011 começam nesta sexta, com uma reunião entre Sindicato e empresa.

Por unanimidade, os metalúrgicos votaram que não aceitarão proposta rebaixada; querem PLR maior e sem metas; e exigem o pagamento da primeira parcela ainda neste mês de maio, apesar da enrolação da empresa em ter iniciado as negociações.

Outras duas votações também foram feitas ao final das assembléias. A exigência à empresa para por fim aos acidentes e aumento de doenças ocupacionais na fábrica e a reintegração imediata de sete cipeiros demitidos nos últimos dias por uma terceira da montadora, a ISS.

 

 

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