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Dia da Mulher 08/03/2019 | 11:06

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Assembleias nas fábricas dão início à luta do 8 de Março na região

Em oito fábricas, operárias discutiram as pautas do 8M

O 8 de Março – Dia Internacional de Luta das Mulheres – começou com assembleias nas fábricas da região para discutir a luta contra o feminicídio, a reforma da Previdência e por justiça para Marielle. Em oito fábricas, metalúrgicos e metalúrgicas demonstraram que é preciso toda unidade para vencer esta luta.

Houve assembleias na Avibras, Forming, JC Hitachi e TI Automotive, em São José dos Campos, Caoa Chery e Adatex (fábrica têxtil), em Jacareí, e na Blue Tech e Domex, em Caçapava. No debate, as diretoras do Sindicato explicaram sobre a importância da data e da luta unitária pelo fim da opressão às mulheres.

Violência
Um levantamento feito pelo Núcleo de Estados de Violência da USP mostra que houve um aumento no número de registros de feminicídio, ou seja, de casos em que mulheres foram mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Foram 1.135 no ano passado, ante 1.047 em 2017. Deste total, 71% foram vítimas de companheiros ou ex-companheiros.

As mulheres cobram mais investimentos públicos em delegacias especializadas com funcionamento 24h, casas abrigo e treinamento especial para o atendimento policial às vítimas de violência doméstica.

“É preciso cobrar do governo medidas efetivas para garantir a aplicação da Lei Maria da Penha. Queremos viver em um mundo em que as mulheres possam sair vivas de um relacionamento”, afirma a diretora do Sindicato Marina Sassi.

 

Defender a aposentadoria
As assembleias também debateram a urgência da luta contra a reforma da Previdência. As mulheres são a grande maioria no trabalho doméstico não remunerado e no mercado informal, sem registro em carteira. Nestas condições, será muito mais difícil para as trabalhadoras acumularem o mínimo de 20 anos para aposentadoria com 62 anos de idade.

“Bolsonaro quer condenar as trabalhadoras a um futuro na miséria. Isso ameaça nossa independência financeira, que lutamos muito para conquistar e que ainda é muito frágil. Não podemos permitir”, afirma a diretora do Sindicato Luciene da Silva.

Marielle vive
As metalúrgicas também lembraram a vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março de 2017, que se transformou em um símbolo de luta contra a opressão e as desigualdades no país.

Passado quase um ano de sua morte, esse crime político segue sem respostas por parte das autoridades. “Queremos que a verdade seja trazida à tona e que os responsáveis sejam punidos. Não vamos deixar que a memória de Marielle seja manchada e que sua morte seja em vão”, concluiu a diretora do Sindicato Jennifer de Sales.

Programação
Dando continuidade à programação do 8M, ainda pela manhã, o Sindicato realiza uma panfletagem na Praça Afonso Pena e às 16h se incorpora ao protesto unificado, no mesmo local. Todas as trabalhadoras estão convidadas a participar e fortalecer esta luta.

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