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Metalúrgicos organizados 16/02/2019 | 13:50

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Conselho de Representantes diz não à reforma da Previdência de Bolsonaro

A primeira tarefa estabelecida pelo encontro é fortalecer a Assembleia Nacional dos Trabalhadores, que irá acontecer na próxima quarta-feira

Lutar contra a proposta de reforma na Previdência de Jair Bolsonaro e organizar a categoria para os desafios que virão: foram estas as ideias que nortearam a primeira reunião do Conselho de Representantes de 2019.

Realizado na subsede das Chácaras Reunidas, na manhã deste sábado (16), o encontro reuniu cerca de 50 ativistas e dirigentes sindicais de 18 fábricas da região, além de representantes do Instituto Latino Americano de Estudos Sócio Econômicos (Ilaese) e do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Belo Horizonte.

A primeira tarefa estabelecida pelo encontro é fortalecer a Assembleia Nacional dos Trabalhadores, que irá acontecer na próxima quarta-feira (20), na Praça da Sé, em São Paulo. Foi consenso entre os ativistas a necessidade da realização de um grande ato contra as mudanças na lei da aposentadoria.

Na mesa de abertura, Luiz Carlos Prates, o Mancha, representante da Secretaria Nacional da CSP-Conlutas, fez uma breve apresentação dos principais assuntos que marcaram os primeiros 45 dias do governo Bolsonaro. Para ele, o crime praticado pela Vale contra os trabalhadores em Brumadinho (MG) e o incêndio no centro de treinamento do Flamengo são sintomas da crise que afeta o país. Além disso, Mancha denunciou o papel do sistema capitalista nos dois casos.

“No capitalismo é mais fácil pagar as indenizações do que investir em segurança da população e dos trabalhadores. Atrás dessas tragédias estão o lucro da Vale e o descaso do Flamengo com a vida dos atletas, mesmo sendo um clube milionário”, afirmou Mancha.

Mancha também comentou os escândalos de corrupção que começam a abalar o governo Bolsonaro e os planos do Planalto de empurrar a crise financeira atual para os trabalhadores. Ao final, ele reforçou a importância de todos os ativistas se engajarem na luta contra a reforma da Previdência.

“É hora de acreditar na força da classe trabalhadora brasileira, que já mostrou estar disposta a essa mobilização. Em outros países essas conquistas já foram destruídas. Aqui, ainda não foi por conta da força do movimento operário”, concluiu.

Com o microfone aberto aos participantes, Antônio Macapá, secretário-geral do Sindicato, denunciou o plano do governo de criação da carteira de trabalho verde amarela. Ele reiterou a importância da luta contra mais esse ataque que ameaça direitos.

“Nós temos que fazer a defesa dos nossos direitos organizando a categoria para a luta. No dia 20, queremos levar todo mundo. Todos que estiverem na fábrica. Queremos todos no ato. Este projeto da nova Previdência é o que temos de derrotar agora no começo do ano”, disse Macapá.

Fábricas
Como o de costume, a discussão sobre o dia a dia nas fábricas se mostrou importante para a troca de ideias entre os representantes eleitos pelos trabalhadores. Atrasos de salário e condições precárias de trabalho foram os principais problemas denunciados pelos participantes.

Além disso, a luta contra a venda da Embraer para a Boeing ganhou atenção especial dos ativistas. No dia 26 de fevereiro, os acionistas da empresa se reunirão para referendar o contrato que estabelece os termos do negócio.

Cientes dos riscos que a negociação representa para os empregos em nossa região, o Sindicato deverá realizar um grande ato no mesmo dia na porta da Embraer.

“Para nós o que está acontecendo é um crime de lesa pátria. O que a Boeing quer é pegar nossa tecnologia e nossa mão de obra. Dia 26, chamaremos todo movimento sindical brasileiro para estar na porta da Embraer”, afirmou o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

Dia Internacional de Luta da Mulher
Também foi discutido as mobilizações dos metalúrgicos durante o Dia Internacional de Luta da Mulher. A entidade espera realizar diversas assembleias na porta das fábricas para denunciar o machismo. Também haverá um ato na Praça Afonso Pena, a partir das 10h, para fortalecer o combate à violência que atinge as mulheres.

“Neste ano, a estimativa é de 130 mulheres mortas. Em sua maioria são vítimas dos próprios companheiros ou ex-companheiros. Então eu faço esse chamado para que todos compareçam para as atividades no dia oito”, convocou a diretora do Sindicato Luciene da Silva.

Ao final do Conselho de Representantes, os ativistas realizaram uma votação simbólica aprovando a participação da categoria nas mobilizações contra a reforma da Previdência e a venda da Embraer. Além do total engajamento nas lutas do Dia Internacional de Luta da Mulher.

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