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Brasil Metalúrgico 01/02/2019 | 18:05

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Encontro unifica diversas categorias contra retirada de direitos na GM

Montadora é considerada ponta de lança na implementação da reforma trabalhista

Unir trabalhadores de diversas categorias para barrar a retirada de direitos proposta pela General Motors no Brasil. Nas próximas semanas, esta será a principal tarefa das entidades que integram o Brasil Metalúrgico. O grupo se reuniu nesta sexta-feira (1º), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos enviou representantes para o encontro, que também teve a participação de químicos, vidreiros, borracheiros, comerciários e trabalhadores das indústrias de material plástico. Os trabalhadores destas categorias também serão afetados caso a GM consiga colocar em prática seu plano de reduzir salários, direitos e precarizar ainda mais as condições de trabalho.

“Essa grave ameaça da GM afeta toda cadeia produtiva de automóveis. Por isso, o Brasil Metalúrgico organiza hoje essa reunião ampliada”, afirmou Miguel Torres, vice-presidente da Força Sindical, durante a abertura da reunião.

Para os participantes, a montadora faz chantagem ao ameaçar deixar a América Latina, caso não volte a ter lucros. Além disso, ao pressionar pela retirada de direitos, a GM atua como ponta de lança da implementação da reforma trabalhista no Brasil.

“A GM faz chantagem e também cria factoides com o objetivo atuar já nas negociações coletivas. Estão se aproveitando de um momento de fragilidade da categoria para desmontar as conquistas trabalhistas”, disse Márcio Ferreira, presidente do Sindicato dos Borracheiros de São Paulo.

Representando a CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, alertou sobre as reais intenções da empresa. “A lógica perversa aumentar cada vez mais sua margem de lucro é o que está por trás das ações da GM. Mas os trabalhadores estão percebendo que fazer acordos que rebaixam salários não garante empregos. Mesmo onde já houve reestruturação, a GM está querendo uma reestruturação maior. Isso é um saco sem fundo”, afirmou.

O caminho é a luta unificada
Para tornar a luta de fato unificada, os participantes aprovaram, ao final da reunião, a produção de um jornal dedicado à população. Nele estarão explicados os impactos negativos que o plano de reestruturação da montadora pode causar na sociedade.

Também ficou definido que a luta por emprego e direitos na GM seja incorporada à Plenária Unificada das Centrais contra a reforma da Previdência, que ocorrerá no dia 20 de fevereiro. Segundo Torres, o objetivo é realizar uma ação global denunciando os planos da montadora.

“Os trabalhadores também já mostraram que estão resistindo. Hoje as assembleias plantas de São José dos Campos, São Caetano e Gravataí confirmam isso. Por isso é importante nós elaborarmos um plano de luta em conjunto”, conclui Mancha.

A reunião também homenageou as vítimas da catástrofe de Brumadinho com um minuto de silêncio.

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