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Em Brasília 25/01/2019 | 15:22

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Sindicato e Governo Federal discutem sobre Embraer na quarta-feira

Empresa já assinou os termos que regulamentam a transação com a Boeing

Representantes do Sindicato irão se reunir com o Governo Federal no gabinete da Presidência da República para discutir a situação da Embraer na próxima quarta-feira (30), às 12h. A reunião já está confirmada e é fruto do esforço realizado pelo Sindicato, que esteve em Brasília no dia 14.

O encontro acontece poucos dias após a Embraer ter assinado os acordos e termos que norteiam a venda da empresa brasileira à Boeing. O próximo passo da negociação será uma assembleia com os acionistas da Embraer, marcada para o dia 26 de fevereiro, que pode aprovar o negócio.

Após a assembleia, a transação também deverá passar pela avaliação das autoridades concorrenciais de Brasil, Estados Unidos e outras jurisdições. A previsão é de que toda transação seja concluída no final de 2019, apenas dois anos após o início das negociações entre as fabricantes de aeronaves.

“Em nenhum momento a negociação foi tratada com clareza pelas empresas. Os trabalhadores e a população, que serão gravemente afetados pela venda, foram completamente excluídos do processo”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Weller Gonçalves.

A Embraer emprega 30 mil pessoas na região, entre trabalhadores diretos, indiretos e prestadores de serviço. A fábrica também é a maior fonte de arrecadação de impostos, por isso, a venda da empresa pode significar um desastre para toda a população.

Desde o início da campanha contra a venda da Embraer, o Sindicato tem chamado a atenção para a possibilidade de demissões. Como a Boeing terá todo controle operacional da empresa (80%), nada impede que a companhia norte-americana transfira os postos de trabalho do Brasil para os Estados Unidos.

O risco à soberania nacional e a entrega de mais de 50 anos de desenvolvimento tecnológico para a Boeing também causam preocupação.

Irregularidades contratuais
Diversas irregularidades foram denunciadas durante a negociação entre Boeing e Embraer. Em ação civil pública, o Sindicato apontou que a transação fere a Lei da Sociedade Anônima (6404/76) por unir uma empresa de capital aberto (Embraer) a outra de capital fechado (Boeing).

O termo joint-venture, utilizado pelas empresas para viabilizar o negócio, também foi questionado. Joint-venture (ou fusão) prevê igualdade entre as duas companhias. No entanto, o contrato assinado pela Embraer garante a Boeing o controle total nas tomadas de decisões da nova empresa.

"O nosso Sindicato vai a Brasília para exigir do Bolsonaro o veto à venda da Embraer para a Boeing, em defesa dos empregos e da nossa soberania nacional", afirma o diretor do Sindicato André Luis Gonçalves, o Alemão. 

 

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