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Violência contra a mulher 08/01/2019 | 13:39

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Em apenas uma semana, país já tem 12 casos de feminicídio

Falta de investimentos dificulta aplicação da lei de combate à violência

Ao menos 12 feminicídios foram registrados no país, na primeira semana de 2019, segundo levantamento feito pelo site UOL. Na apuração foram considerados apenas casos que ganharam destaque na imprensa pelo excesso de violência. Na maioria, os assassinos são companheiros e ex-companheiros das vítimas.

No estado de São Paulo, cinco casos tiveram destaque. Um deles é o da adolescente Natasha Rodrigues, 14 anos, morta no dia 3 depois de ter se recusado a namorar o principal suspeito do crime, Deybson dos Santos. De acordo com as investigações, ele deu dois tiros na garota.

Na sexta-feira (4), a adolescente Milena Optimara Soares Cardenas, 13, foi assassinada com um tiro na coxa pelo namorado, em Campinas. No dia seguinte, Maria Dalvina Dantas, 39, foi morta com um tiro no abdome pelo marido, em Praia Grande (Baixada Santista). Ele foi preso em flagrante.

No estado do Rio de Janeiro, quatro casos de feminicídio tiveram destaque. O de maior repercussão foi o de Tamires Blanco, de 30 anos, encontrada morta na casa onde morava, em Piedade, no sábado (5). De acordo com a polícia e familiares da vítima, ela teria sido morta a garrafadas na cabeça desferidas por seu ex-companheiro. A bebê do casal, de apenas 11 meses, foi encontrada sobre o corpo da mãe.

Um dia antes, Simone Oliveira de Assis, 40, foi assassinada a marretadas dadas pelo marido, José Carlos da Silva Carvalho. Ele se entregou e confessou tê-la matado por ciúmes.

Além delas, Marcele Fernanda Rodrigues e Iolanda Souza também foram assassinadas na virada do ano.

Ponta do iceberg
No Brasil, uma mulher é assassinada a cada duas horas por motivos de gênero. Este número é apenas a ponta do iceberg, já que muitos casos ainda são registrados como homicídios comuns.

Para especialistas em violência contra a mulher, a tendência é que mais casos de feminicídio sejam notificados e assim classificados pelo Judiciário, à medida que a lei que torna agravante esse tipo de assassinato seja mais conhecida.

A maior visibilidade dada ao feminicídio também pode encorajar outras vítimas de violência doméstica – situação em que ocorrem quase 90% dos feminicídios no país – a denunciarem seus agressores. No entanto, a carência de serviços de proteção à mulher ainda impede este avanço.

Entrave
A falta de investimentos públicos em serviços protetivos previstos na Lei Maria da Penha ainda representa um entrave para que mais mulheres denunciem e se libertem da violência.

Essenciais para que a lei seja cumprida, as varas especializadas em violência doméstica, Delegacias da Mulher, Casas Abrigo e Centros Integrados de Atendimento à Mulher, por exemplo, não existem em boa parte do país ou estão sendo fechadas por falta de recursos.

“É comum que as mulheres fiquem presas a um ciclo de violência doméstica por dependência psicológica e financeira de seus agressores. Sem a rede de proteção prevista em lei, fica difícil se libertar de parceiros violentos. É preciso mais investimentos para combater a violência do machismo”, afirma a diretora do Sindicato Aline Bernardo.

Com informações do UOL

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